Sentimentos que marcam a vida, que nos fazem sonhar e declinar, que nos fazem buscar novos caminhos e a busca que se finda com o próprio caminho, quando se encontra a parada, o final, a falta do amanhã. Experiências de vida, de família, de risadas e de lágrimas. Momentos que fazem parte desta construção de REGISTROS que são minha própria visão da existência.
domingo, 28 de setembro de 2014
Pesadelos da Vida
Um vez, quando estava dormindo, senti meu irmão mais velho puxando minhas pernas e me incomodando, querendo me acordar. Eu estava com muito sono e ele estava me irritando com aquilo.
Então gritei: "Pai, olha o Guigo me incomodando!!!". Com meu grito, acordei.
Era só um sonho. Eu não estava em casa. Acordada percebi que estava em meu quarto na casa em que morava em SP.
Senti meu corpo gelar de medo quando vi que o sonho com meu irmão não era nada mais nada menos do que alguém dentro do meu quarto. Olhei aterrorizada para o homem de preto que estava segurando minha perna e quando ele percebeu que eu havia me acordado, se afastou em direção à porta do quarto, com um olhar apavorante e rindo, como se sua presa não tivesse por onde escapar. No instante em que senti ele mais longe, abri a janela e quando estava quase alcançando meu intento de fugir ele me segurou pelo tornozelo.
Sentimentos apavorantes, quer sejam sonhos, quer sejam realidade...
Sete dias atrás experimentei novamente estes sentimentos de terror, quando já passado da meia noite alguém bateu na porta com força. Hesitei em abrir, mas por receio de um escândalo com os vizinhos, decidi que era melhor tentar conversar e resolver a questão.
Inocente...
Ao abrir a porta fui bombardeada por gritos e ameaças. Tentei ser forte e corajosa. Enfrentei, tentando manter a calma e a voz baixa.
Minha filha está na cena. Meu coração dói, pois sou impedida de protegê-la.
A calma disfarçada aparece e penso que está tudo resolvido.
Inocente 2 x.
Quando vejo minha filha descer as escadas, para longe de mim, sinto que o fim está próximo. Penso que talvez fosse melhor mesmo ela não estar por perto para ver o terrível desfecho.
Senti medo...muito medo.
Num impulso, como última tentativa de me salvar, fechei a porta e ainda com a mão na chave, ouvi o estrondo do vidro da porta se quebrar com a investida do agressor.
Meu coração paralisou, me corpo estremeceu e senti dificuldades para me mover, contudo, na alucinada tentativa de sobrevivência e proteção, corri para o andar de cima para proteger meu filho que estava no outro quarto...
Pesadelos que transformam a calma da vida em momentos de puro terror, com sentimentos de impotência e incapacidade diante de inesperadas reações e situações que fogem ao cenário de vida que eu idealizo para mim e para os que eu amo, com reflexos e consequências que permanecerão por um longo tempo ainda.
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