terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Comparáveis consequências


Em uma brincadeira de pular onda na praia, junto com meu filho, causei uma torção em meu joelho direito. Tive realmente alguns dias de descanso, pois estava com muita dor e tive que ter cuidados especiais. O fato de estar andando "manca" e sempre que sentada, com a perna para cima, fez com que eu tivesse fortes dores nas costas. Parecia que tudo ia melhorar  - #soquenao. Apesar de todos os cuidados, mesmo ao caminhar, no último sábado, descendo as escadas do prédio da igreja, enrosquei o salto do sapato no penúltimo degrau e lá fui eu catando coquinho até que voltei a me equilibrar no salto e ter tempo de sentir uma dor enorme no pé direito. 
Hoje, enfaixada, quase como múmia, fiquei pensando nos trajetos da vida, nos altos e baixos, e nas consequências de um único ato. 
Eu não teria dor nas costas se não fosse por minha marcha errada e tampouco teria tropeçado se não fosse pelo descuido, já que estava com o joelho machucado e tinha que prestar atenção a cada passo dado. 

Quando passamos por dificuldades e muitas das vezes não conseguimos encontrar o porquê de estarmos naquela situação, faz-se necessário uma retrospectiva e análise profunda de nossas decisões; sobre quais caminhos escolhemos seguir; sobre o que projetamos; palavras que falamos; encorajamentos e desencorajamentos que repassamos a outros e a nós mesmos, enfim, cada atitude da nossa vida.
Toda decisão tomada, por menor que seja, leva a caminhos diversos, como que num emaranhado de uma rede. E alguns caminhos nos levam a tremendas alegrias, enquanto outros, a insuportável tristeza. 
Concluo então, que na maioria das vezes, as dificuldades pelas quais passamos, são consequências de nós mesmos e daquilo que pensamos e decidimos. Poucos são os sofrimentos que não advém de nós mesmos. 
Então se eu mesma sou o causadora das minhas tristezas, como me governar? como cuidar de mim mesma se não consigo, e eu mesma vou me fazer sofrer?
A solução está em um Pai amoroso no céu que diz, através da Bíblia, que devemos deixar todas as nossas cargas com ele; que devemos confiar Nele de tal modo que Ele fique no controle das nossas vidas. E mesmo se eu me encontrar à beira do oceano e precisar atravessar o mar, Ele o abrirá. 
Dessa forma, os caminhos trilhados serão mais leves e as consequências advindas das escolhas de Deus para minha vida certamente não se compararão a sequência de "dores" que se iniciaram com uma torção de joelho.

 



quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Propósitos


Novamente um novo ano. Desconhecido tanto quanto o próximo segundo. Contudo, algo nos move a continuar. Será o desafio do desconhecido? Não. Acho que ninguém pensa nisso. Me parece que aquilo que nos move é sempre algo maior, conquistas maiores, alvos que nos trazem um resultado maior e que normalmente visualizamos.
Mas e quando não é assim?
Quando propomos algo em nosso coração e não conseguimos visualizar resultados?
Então lembro de Jesus e  dos resultados de sua vida com propósito,  o mais alto que possa existir: o de salvar. Ele ensinou tanto por palavras como por atos e no final parecia apenas que não mais que uma dúzia haviam compreendido os propósitos dele. No entanto Ele transformou o mundo e fez renascer a esperança, o amor, a compaixão.
Qual meu propósito para 2018?
Simplesmente continuar a jornada, com tudo o que ela trouxer.
Expectativas? Aceitar de bom grado tudo o que me faça crescer.
Decisões?  As que me levem mais perto de Jesus.

Os fogos?

Sirvam apenas de pretexto pra manter a família unida, sorrindo, com inúmeros motivos para agradecer.





terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Mais um dia

O dia amanheceu com cara de inverno.
Não que eu tenha levantado cedo para ver, mas o suficiente para poder apreciar os morros  esbranquiçados pela garoa fina e densa que caia.
A Julie precisava caminhar,  e lá fui eu com ela no nosso costumeiro passeio matinal.
Ela não gosta de se molhar e normalmente em dias de chuva ela não sai de casa e nem gosta de molhar as patinhas.
Mas ela não tinha muita opção.
Desde que chegamos aqui esses são os únicos momentos em que ela tem uma certa liberdade, mesmo que presa na guia.
Mesmo assim me divirto com ela. Caminhamos, corremos, fugimos de cães soltos (ela é obrigada a fugir, pois a pego no colo - pois ela continua rosnando mesmo para cães com 3x o tamanho dela).
Esta tem sido uma experiência e tanto.
Para mim cães devem ser livres.

A garoa aumentou. Aprecio esta paisagem pela janela do 4°andar, enquanto estou envolta em uma  manta quentinha, sentada no sofá e minha pequena Julie ao lado, aproveitando a temperatura amena para dormir mais.

Dia bem diferente do que havíamos planejado ontem. Os meninos passaram horas parafinando a prancha para surfar hoje e eu só pretendia descansar apreciando as lindas paisagens desta bela ilha em uma das praias daqui.
Contudo a mudança  do tempo alterou nossos planos e talvez a leitura de um bom livro seja a opção.

Assim vivemos cada dia. Planejamos muitas coisas, mas uma simples garoa muda nossos rumos.
Assim concluo,  pois sei que nas mãos do Senhor Jesus, não importa o que aconteça,  estou em paz.