quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

FF=férias felizes

Tenho tido dias preguiçosos e me propus a descansar nesta primeira quinzena de férias com propósito de mudar de foco, fazer coisas que há tempos eu não conseguia e com isso me preparar para os novos desafios de 2016.
Esta preguiça toda é uma delícia: consigo ler 2 livros ao mesmo tempo: um que chega a ser óbvio que é da área jurídica e outro sobre saúde. Me propus também a lavar as calçadas de casa com a vap e pra isso dediquei 4 dias das minhas férias (muita calçada em volta de casa e quintal muito grande com calçadas também) o que me deu um tempo gostoso pra refletir enquanto com o barulho do aparelho não podia conversar com ninguém.
Enquanto cuidava um pouco do lote, as lembranças do meu pai bombardeavam minha mente. Gostava de estar com ele lá limpando, plantando e ouvindo atenta enquanto ele me ensinava o que fazer e falava do jeito como ele gostava das coisas lá no lote. Senti muita saudade dele. Como gostaria que aquele tempo voltasse novamente e como seria bom ter ele por perto de novo.
Enfim, saudades fazem parte do coração daqueles que amam e isso pode ser considerado um privilégio pra mim, já que tive um pai tão meu amigo.

Mas os dias continuam, e assim chegou o dia do meu aniversário e logo cedo recebi os abraços de meus filhos e familiares. O coral da universidade no final da tarde daquele dia se reuniu para mais uma vez cantar no hospital. Lembrei de que nasci naquele hospital. Fiquei tentando buscar na memória o número do quarto em que nasci, mas ela não me ajudou. Os corredores da parte antiga do hospital ainda são os mesmos e a porta chaveada que levava pro jardim de inverno ainda estava lá e o jardim contornado por tijolos a vista ainda são os mesmos. Quantas vezes meu pai contou a história de como havia me buscado no hospital logo depois que nasci e de como ele pegou aquele pacotinho envolto em rosa e levou pra casa, todo feliz. Boas lembranças...
Mas a vida real continua e fomos pra nossa despedida do ano pra uma pizzaria e lá o pessoal me preparou uma doce e gelada surpresa: pizza de sorvete!!! oooo delícia. Com direito a velinhas(só 4) e com vozes afinadas cantando os parabéns pra mim.
Na chegada em casa, fui tocar flauta em dueto com piano com meu irmão de uma música que gosto muito - já coloquei ela no post anterior. Então minha linda sobrinha me chama com carinha de preocupada dizendo: "tia, vem cá ver o que a Julie aprontou". Deixei a flauta e quando entrei na cozinha, a mesa estava posta pra mais uma festa de aniversário.
Posso dizer que tenho uma família fantástica!
Que aniversário delicioso que passei.

Hoje é véspera de Natal. Ainda esperamos mais um membro da família pra festa natalina. Ainda sinto que falta meu pai pra toda esta bagunça familiar. Mas isso não impede de termos uma árvore bonita montada na sala, rodeada de presentes, com crianças felizes pela casa, e cheiro de comida boa vindo da cozinha.
Natal é família. É a capacidade de sorrir mesmo diante das dificuldades. É o coração aberto para abraços e superação das tristezas. Natal é o amor que une a cada um de nós e este amor se prolonga pela eternidade.
Natal é a memória do filho de Deus se fazendo um de nós e é pelo amor que Ele tem dispensado a nós  que posso dizer que sou feliz e muito grata por me dar a oportunidade de vencer, não com poucas dificuldades, mas com a perseverança daqueles que querem chegar lá.









terça-feira, 15 de dezembro de 2015

The Prayer



Belíssima!!!

I pray you'll be our eyes
And watch us where we go
And help us to be wise
In times when we don't know

Let this be our prayer
As we go our way
Lead us to a place
Guide us with your Grace
To a place where we'll be safe
La luce che tu dai

I pray we'll find your light
Nel cuore resterà
And hold it in our hearts
A ricordarci che
When stars go out each night
L'eterna stella sei
Nella mia preghiera
Let this be our prayer
Quanta fede c'è
When shadows fill our day
Lead us to a place
Guide us with your grace

Give us faith so we'll be safe.
Sognamo un mondo senza più violenza

Un mondo di giustizia e di speranza
Ognuno dia la mano al suo vicino
Simbolo di pace, di fraternità

La forza che ci dai
We ask that life be kind
E' il desiderio che
And watch us from above
Ognuno trovi amore
We hope each soul will find
Intorno e dentro sè
Another soul to love

Let this be our prayer
Let this be our prayer
Just like every child
Just like every child

Needs to find a place,
Guide us with your grace
Give us faith so we'll be safe
E la fede che
Hai acceso in noi
Sento che ci salverà

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Reflexão e Gratidão...

Apesar de ter passado o mês de janeiro todinho na praia,  o ano de 2012 não começava bem. Coisas mal resolvidas, tristeza no meu coração e já de volta em casa, lembro que achei meu pai estranho, alguma coisa não estava bem com ele. Pedi a Deus que não deixasse nada de mal acontecer com ele, pois eu me sentia completamente sem forças pra suportar qualquer coisa de ruim que pudesse acontecer. Lembro que 2 semanas depois ele teve o primeiro de muitos AVCs.
No decorrer daquele ano, eu já havia formulado uma frase que me acompanhava sempre: "não se preocupe. Está ruim? vai piorar." E piorava...sempre...e cada vez mais.
Em meu desespero, via minha vida chegando ao fundo do poço, quando olhava pro meu pai e via a vida se esvaindo dele.
O ano de 2012 não terminou sem que a morte o levasse.
Realmente, ia piorar e a rasteira final foi perder meu pai, meu grande amigo.

Inicio 2015. Não costumo fazer promessas ou listas de objetivos a realizar. As coisas precisam acontecer e para isso, elas precisam estar maduras e não adianta querer empurrar, porque, ou você vai fazer porque se obrigou ou vai sentir o gosto amargo do fel da derrota.
E na paz e tranquilidade daquilo que já estava posto, meu ano iniciou.
Até julho, acredito, tudo seguiu na sua intensa normalidade. Contudo, desde lá, tenho me admirado com tantas coisas boas que tem acontecido em minha vida.
Mês passado, eu pensava que podia me dar por satisfeita, pois tinha alcançado o que é sonho mais almejado por todos alunos de direito: passar na prova da Ordem, e de primeira!
Apesar do imenso cansaço pelo desgaste dos estudos, ainda tive a felicidade da ótima apresentação de meu TCC.
Neste ínterim, outras portas se abriram. Aquelas com as quais eu nem havia sonhado.
Não falo só de coisas grandes, ou de grandes sonhos realizados.
Falo de pequenos detalhes, como o do telefone tocar e ser a resposta exata para minha preocupação logo cedo: horário no cabeleireiro(o que estava previsto somente para janeiro). Mas não é tão simples assim: haveria um concerto no teatro, eu tocaria, e não sabia o que fazer com meu cabelo. Respostas rápidas e prontas de Deus.
Em um momento lá estou eu secretariando audiências, o que adoro fazer e em outro, no gabinete, sendo convidada para a assessoria.
Tenho visto Ele colocar presentes em minhas mãos e mentalmente agradeço e sorrio, pois Ele sempre é inusitado: quando menos espero, recebo. E por meios e caminhos os quais eu não pensava em trilhar.
Pessoas tem entrado em minha vida e tenho aprendido com elas.
E parece que isso não tem bastado, porque mais pessoas vem, outros amigos se fazem presentes e algumas vezes penso mesmo se isto está acontecendo em minha vida e se é ali mesmo que Deus quer que eu esteja.
Colhemos o que plantamos...nunca essa verdade foi tão presente em minha vida.
Tantos presentes...tantas alegrias...ainda penso: será que eu ainda sou a mesma?
Meus pensamentos amadureceram e percebo em detalhes a mão de Deus me guiando.
E lá estava eu, a poucos minutos, jogando pingue-pongue com meu filho, e lógico, sendo desafiada a pegar os saques "com efeito" que ele havia passado a tarde treinando.
É disso que falo...
É do telefonema inesperado, convidando pra um cargo especial.
É da música que soa suave aos ouvidos, da sincronia com o maestro, das vozes ecoando fortes pelas paredes escuras e reverberando no coração de quem as ouve.
Tenho pensado nas últimas semanas:"o ano ainda não acabou. O que mais de bom tem pra acontecer?"
Hoje, último dia de novembro, ainda tive várias surpresas.
Comecei cedo, era ainda escuro, mas eu já estava revisando matéria para a última prova do curso.
Confesso que estou com muito sono, cansada do dia que foi cheio, mas nem por isso consegui deixar de perceber as coisas ótimas que quando saí de casa sequer imaginava que aconteceriam. Muito menos quando, logo após chegar em casa, e com a família na varanda, comendo pipoca de chocolate, receber uma ligação e ter outra grande surpresa.
Enfim, o ano ainda não acabou. O que mais de bom irá me acontecer?







terça-feira, 17 de novembro de 2015

Imagine um mundo sem religiões

Imagine um mundo sem religiões

Imaginando a coisa errada
“Imagine um mundo sem religião”, frase inspirada em um trecho da música do John Lennon e que se tornou um dos slogans do neoateísmo militante (e que tem aparecido bastante na minha linha do tempo e de algumas outras pessoas que conheço). A música, no entanto, também clama por um mundo sem governo, sem posses, sem ganância ou fome, onde ninguém é melhor do que ninguém e todos são iguais. Um mundo, sem dúvida, utópico e impossível de se alcançar, a não ser que se esteja falando do cemitério, pois no cemitério acaba-se tudo, ninguém é melhor, nem pior, todos são iguais e não precisam se preocupar com o governo.

Usar essa música como slogan para o neoateísmo é utópico e contraditório, pois usam a frase “imagine um mundo sem religião” para afirmar que o mundo seria melhor sem ela. É ridículo! A religião é algo intrínseco ao ser humano e demonstrou diversas vezes seu valor. Foi ela que motivou a Igreja Católica a criar as universidades na Idade Média. Foi o que levou os protestantes a criar as escolas e os hospitais públicos. A alfabetizar as massas. Até mesmo o método científico foi criado por cristãos por motivações religiosas, pois queriam descobrir na natureza a revelação de Deus, como foi escrito por Paulo: “Porque as Suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o Seu eterno poder, como a Sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas...” (Rm 1:20). A religião também motivou homens como Mahatma Gandhi e Martin Luther King a buscar liberdade, paz e igualdade.

Mas agora vamos fazer algumas comparações singelas. Só a título de exemplo, gostaria de citar a Inquisição. Na Inquisição Espanhola, num intervalo de 400 anos, morreram duas mil pessoas. Na Inquisição Espanhola foram celebradas, entre 1540 e 1700, 44.674 juízos. Os acusados condenados à morte foram apenas 1,8% (804) [1]. Na "inquisição" contra as bruxas de Salém, morreram 20 [2]. Então soma-se umas 824 pessoas, num espaço de centenas de anos. Muita coisa, realmente. Mas e quanto a regimes ateus? Quantos morreram e em quanto tempo? Pol Pot, ditador ateu do Camboja, em apenas quatro anos, eliminou cerca de 2 milhões de pessoas atravez do Khmer Vermelho [3]. Mao Tse-Tung matou cerca 70 milhões [1]. Stálin, 25 milhões [1]. Se de fato unirmos todos esses ditadores (Mao, Pol Pot, Lênin, Stalin, etc.), chegaremos a uma marca de mais de 100 milhões de corpos num espaço de poucas décadas [4]; bem mais do que a inquisição jamais sonhou em fazer, ou que Bin Laden em seus pensamentos mais loucos tenha imaginado.

Quer “imaginar um mundo sem religião”? Que tal imaginar um mundo sem o ateísmo estatal que foi a causa de mais mortes do que qualquer guerra religiosa já causou?

“Ah, mas eles não fizeram isso em nome do ateísmo.” Sério?! Apenas estude um pouco sobre a ideologia desses homens: “A religião é o ópio do povo.” O ateísmo é intrínseco a toda ideologia marxista. O argumento de Marx era de que o governo deveria se livrar da religião para poder estabelecer o “novo homem” e a “nova utopia”, libertos da religião tradicional e da moralidade tradicional. Agora uma perguntinha: “Qual o meio mais fácil de se livrar da religião?” Claro que as massas não irão abandonar suas religiões por causa de um mero pedido do governo, ou por campanhas antirreligião passando na TV, no rádio, etc. Levaria incontáveis séculos até que isso pudesse acontecer, e o mais provável é que não acontecesse. Então, para esses ditadores, a melhor forma era proibir de vez a religião, caçando os religiosos, prendendo-os, torturando-os, e muitas e muitas vezes matando-os. Os ditadores ateus não mataram em nome do ateísmo?! Que tal dizer isso aos norte-coreanos ou aos chineses?

Se quer mesmo eliminar o maior motivo de guerras e massacres que o mundo já viu, então, ao invés de se eliminar a religião, deveria ser eliminada a ideologia marxista ateia.

Você quer “imaginar um mundo sem religião”? Então imagine um mundo sem hospitais, sem a cruz vermelha, sem os médicos sem fronteiras, sem escolas públicas, sem universidades públicas, sem a descoberta do método científico e muito mais. Bem, talvez os ateus pudessem, com o tempo, ter inventado e descoberto tais coisas, mas quanto tempo iria demorar? A religião chegou primeiro nisso tudo. Grandes pais da ciência eram religiosos, como Newton, Mendel, Pascal, Pasteur, Boyle, Hales, Edson e vários outros.

Nietzsche, certa vez, disse que, se nos livrarmos de Deus, teremos que nos livrar das sombras de Deus. Em outras palavras, as ideias que o judaísmo e o cristianismo, por exemplo, trouxeram ao mundo também começarão a ser corroídas.

“Ok, mas e que tal as Cruzadas?” As Cruzadas não chegaram nem perto de matar tantas pessoas num intervalo de quase 200 anos quanto esses regimes ateus mataram em poucas décadas. Ademais, as Cruzadas tiveram motivações religiosas? Sim, tiveram, mas qualquer historiador sério, ou até mesmo qualquer leitor de bons livros (até mesmo didáticos) saberá que as motivações religiosas influenciaram, sobretudo, a primeira Cruzada. Todas as que vieram após aquela foram motivadas, principalmente, por aquisição de novas terras e ampliação do comércio. E os mais interessados nessas novas cruzadas não foram o papa ou os cardeais e demais religiosos da época, mas, sim, os próprios proprietários de terras, ou até mesmo os “sem-terra” da época, os comerciantes e aventureiros em busca de fama e reconhecimento.

Por sorte (ou por azar) não precisamos “imaginar um mundo sem religião”, podemos apenas olhar para países em que o ateísmo era uma bandeira e ver que as atrocidades cometidas neles foram muito piores do que as ocorridas na França!

Dostoievsky disse há muito tempo: “Se Deus não existe, tudo é permitido.” A noção de Dostoievsky é que quando nos livrarmos da transcendência, quando criamos um mundo sem religião, nós autorizamos terríveis calamidades provocadas pelo próprio ser humano. O problema do mal não será eliminado apenas eliminando-se a religião (nem também o ateísmo), pois o mal é algo que acompanha o ser humano. Com ou sem religião, as pessoas são capazes de atrocidades inimagináveis. E creio que só em Cristo é que esse quadro pode mudar.

Não quero justificar os males ocorridos em nome de alguma religião, mas quero denunciar as lágrimas de crocodilo e a hipocrisia de muitos.

Minha oração talvez não traga de volta as vidas perdidas de tantos franceses que sofreram o atentado recentemente, mas minhas orações nem ao menos são direcionadas a isso, mas, sim, às famílias que se veem em estado de choque, desespero e desamparo, para que saibam que há um Deus em quem podem depositar todo seu fardo e alcançar alívio e descanso.

(Gabriel Stevenson, via Facebook)

Referências:
1. Reinaldo Azevedo. “E os milhões de mortos pela Santa Inquisição?” Revista Veja, 2012. Disponível em: <http://goo.gl/5SMqGx>
2. “O Julgamento das Bruxas de Salém.” Disponível em: <http://goo.gl/1QVidf>
3. “Há 40 anos o Khmer Vermelho iniciava seu regime de terror no Camboja.” Terra, 2015. Disponível em: <http://goo.gl/Uh4iUZ>
4. Site estima que comunismo matou mais de 100 milhões no mundo. Terra, 2009. Disponível em: <http://goo.gl/Yrb1co>

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Dia de glória...






Longas horas de pesquisa, e um ótimo resultado na apresentação do TCC (9,8 - excelente nota!).
Ocupar a tribuna para defender a pesquisa é sempre um desafio.
O trajeto para se chegar lá nem sempre é fácil, mas com certeza amenizado por aqueles que estão ao nosso redor e torcendo por nosso sucesso.
Sorrisos pela conquista alcançada, e mais um pouco, mais alguns dias e finalmente o fim.
Talvez não o fim, mas o inicio, a impulsão para que tudo o mais aconteça.
É uma importante etapa se encerra e outra que logo se iniciará.
Grandes e importantes decisões se colocam a minha frente. Contudo, hoje já não parecem mais tão pesadas quanto alguns dias atrás.
O tempo amadurece a fruta, a qual fica mais saborosa e o gosto da vitória mais doce.
Espero ainda proporcionar outros tantos sorrisos e alegrias àqueles que me amam.
Estes sorrisos são retribuições espontâneas as minhas lutas e me encorajam a seguir em frente, porque sei que virão outros mais.
Obrigada aos professores pelo apoio constante.
Obrigada a minha família por me amar e por estar presente nos momentos mais importantes da minha vida. Amo vocês!!




quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Meninos x Escola


Pais de meninos vão concordar com este vídeo.
Repetidas vezes ouço a mesma reclamação e o pior é ouvir da escola: " mas isso só acontece com seu filho", enquanto falo com outras mães e percebo que a frase é a mesma para todas e os "problemas" com os meninos se repetem.

Educação X Escola



Não somente a sociedade tem se modificado moralmente, como a própria educação nas escolas.
A percepção inicial destas mudanças no estilo e métodos de ensino, a princípio pareciam ser a melhor forma de atingir uma educação abrangente, total do aluno. Foi como se Colombo tivesse descoberto a América novamente.
Ledo engano. O ensino aplicado tem emburrecido os alunos. Não há espaço para o verdadeiro aprendizado. A escola construtivista, entre tantos outros "istas" não passou de um plano desconstrutivista dos alunos, o qual foi imposto por um governo que realmente sabia onde queria chegar e da dominação das massas que queria atingir.
As crianças permanecem a maior parte do seu dia na escola, com professores que massacram a inteligência dos alunos - não os culpo, o sistema os obriga e eles pensam ser este o certo a se fazer - e quanto mais o tempo passa, mais as crianças deixam de ser criativas e a raciocinar por si mesmos. Não há questionamentos, não há perguntas, não se consegue ver além.
Os pais não podem interferir: este é o sistema. Não podem mais nem sequer educar, pois, dizem os psicólogos que os "nãos" traumatizam as crianças. A lei da "palmada" foi imposta. Não há controle sobre os filhos e muito menos educação, a qual é delegada integralmente para as escolas, as quais são dominadas por políticas nem tão boas assim, e por consequencia as crianças passam a ser manipuladas e abraçadas por um sistema problemático, doentio e doutrinador.
Não bastasse, aliada da educação está a televisão. Outro grande emburrecedor e doutrinador das mentes brasileiras, desde o menor até o maior. Programas violentos, cheios de sexo, de doutrinas outrora condenadas que paulatinamente vem dominando as massas, que se deixam dominar por tamanha lavagem cerebral.
Já percebeu que todos falam a mesma língua? quero dizer, todos falam sobre as mesmas coisas hoje, contudo, após o noticiário de amanhã, a reza será outra, e assim se passam os dias replicando-se apenas o que se ouve, sem sequer saber exatamente do que se está falando.
Quantas gerações precisam existir para que o domínio das mentes aconteça? Duas, no máximo três.
Nos assombramos da falta de ética e de moral encontrada por onde olhamos.
Mas isso não dá pra generalizar. Não somos todos ladrões, como diz nossa ilustre presidente. Cada um que fale por si e que a justiça julgue conforme as leis.
Ainda há um povo, ainda há uma gente que busca conhecimento fora da esfera vendida e manipuladora que abraça nosso país.
Para estes, digo que fiquem alertas, que vigiem seus filhos, seus netos, sua família.
Busquem para eles e pra você o que ainda há de melhor e aquilo que ainda se pode encontrar de bom nas pessoas e na sociedade.
Se encontrar dificuldades, busque por suas raízes, saiba de onde você veio e tenha certeza do lugar para onde você vai.
Busque na Bíblia a sabedoria de Deus e caminhe por caminhos retos e trilhe ele com os seus.
Sobre a escola? bom, use-a como ferramenta para alcançar seus objetivos, mas vá além, não deixe que ela o emburreça a ponto de você ser mais um zumbi na face da terra.



quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Asas de Águia





Agora a festa está completa
Tornando minha vida repleta
Tenho quem me ama perto mim
Transformando minha vida em jardim

Mais de 5 anos de espera
De lutas, vitórias lágrimas e afins
De todo o tempo quem me dera
Voar nas asas de um querubim

Ainda não terminei o que comecei
E na luta diária me engajei
Meus sonhos tornaram-se arrojados
E na sua loucura eles têm me impactado

Quero mais, quero além
E de Deus a capacidade me advém
Com mais determinação lutarei
E nos braços do Pai chegarei

A única coisa que lastimo
Foi não receber o abraço do meu arrimo
Mas este, em meu coração vai sempre habitar
Pois pela eternidade o irei amar.




quarta-feira, 7 de outubro de 2015

um pouco de história viva...


Como agradecer a Deus por tais caminhos?
Como encontrar palavras para expressar a confiança que tenho naquilo que Deus me diz e nos caminhos que Ele traça, sendo que eu os desconheço?
Sei que sempre serão os melhores, que neles há alegria. Não menos lutas, não menos esforço, nem menos dedicação, mas sim a certeza de que a vitória é certa.
2009 decidi voltar a estudar. Formada em Pedagogia e em música não via muita perspectiva em termos de ganhos, já que agora estava enfrentando minha vida sozinha.
Nem tão sozinha assim: me acompanhava 2 criaturas lindas que me foram presenteadas por Deus.
Busquei dentro de mim sonhos guardados e encontrei a medicina. Fora de cogitação, tanto pelo valor quanto pelo período integral de estudos, do qual eu não dispunha de nenhum dos dois.
Segunda opção: psicologia. Ótimo, entrei em contato com a universidade: não havia o curso no período noturno (horário que eu dispunha para estudar). Alguns meses depois, a universidade ligou e disse que abrira o curso à noite e como portadora de diploma, entrei no curso. Aproveitando uma noite vaga (por ter conseguido aproveitamento de matéria), fui fazer uma matéria no Direito, já que eu tinha interesse em concursos públicos.
Findo o semestre, eu estava me apaixonando pelo direito e decepcionando com a psicologia.
Falei com a coordenadora do direito para fazer minha transferência de curso ao que ela me disse ser impossível para o período da noite e que eu deveria prestar vestibular.
Orei e fui sincera com Deus e Lhe disse que eu não faria vestibular e que se Ele quisesse que eu fizesse Direito e que os planos Dele fossem nesse sentido, então que ele abrisse as portas pra mim.
As aulas do segundo semestre voltaram e lá estava eu matriculada e frequentando as aulas na psicologia.
Numa quarta-feira a noite, a coordenação do Direito ligou pra minha casa e disse que meu pedido de vaga havia sido deferido.
Wow!!!...feliz da vida lá fui eu pro Direito.
Contudo, a diferença entre os cursos me abalou. Não pelos estudos, mas pelas pessoas, pela forma de tratamento. Antes amigos, agora colegas. Antes aulas risonhas, agora aulas formais.
Duas semanas de luta pra me acostumar e perguntei a Deus: é isso mesmo que queres? Gosto do direito, mas porque tem de ser assim?
Me acostumei, me apaixonei.
Tive professores filósofos, amigos, formais, informais, agitados, contidos, gênios, engraçados, centrados, dispersos.
Este curso me proporcionou um estágio na Justiça Federal. Nunca havia sequer imaginado tal possibilidade e a oportunidade veio em um momento em que meu luto não passava, em que a saudade do meu pai me atropelava e eu não sabia mais como lutar, como reencontrar o caminho e seguir. Estava revoltada, desanimada, desesperada.
Mudei o foco. Li muito, afundei em estudos e leituras.
Alguns sustos me fizeram tomar decisões prematuras. Precisava fazer a prova da OAB. Não era como eu havia programado. Queria um tempo pra estudar, me preparar, mas não tive este tempo pra 1ª fase. Fiz uma prova abrangente na quarta (de penitenciário) e no domingo fui para a prova da Ordem.
O incentivo trazido por meus irmãos, filhos e mãe de que era certo que eu passaria, não aliviavam minha tensão.
Passei...54 pontos!!
Legal! agora férias por 2 semanas. Estava exausta.
Nada...que folga nada.
Damásio começava na 4ª.
Que?
Aprenda que quando você pensa que as forças acabaram, elas ainda não acabaram...sempre ainda resta um último suspiro...e lá fui eu...
Horas e horas de estudos e exercícios todos os dias.
Meus domingos se transformaram em 7 a 8 horas de aulas e estudos exaustivamente.
Cansei, surtei, adoeci várias vezes.
Dizia a mim mesma: é só mais um pouco.
Minha mãe me empurrava vitaminas goela abaixo: vai lá Suzie, você consegue, força!!
Meus filhos entravam no quarto, me abraçavam, me beijavam e saíam de mansinho.
13 de setembro: prova feita. Saiu o  espelho da prova: é fui bem...mas isso não me garante que passei...
Espera...longa espera...ansiedade que tomava conta...
Enfim o dia 06 de outubro amanheceu e veio o resultado.
Como diz minha filha: "mãe, agora vc é uma advoGata!" Show!!!..hehehehe
Só mais um pouco e me formo. E depois?
O "depois" Deus já preparou pra mim...
e estou seguindo pela estrada que Ele já construiu.
Estou feliz e agradecida a Ele, a minha família que esteve sempre, sempre mesmo, comigo.
Tenho sonhos, tenho planos...
Não sei como irei concretizá-los e pra dizer a verdade, agora aprovada, preciso me reorganizar e estar atenta ao que Deus vai me dizer.
Por enquanto, resta dizer que estou muito, mas muito feliz mesmo!








segunda-feira, 5 de outubro de 2015

poema da ansiedade...


eu estou com medo do que possa acontecer
da noite passar e chegar o amanhecer
a coragem para abrir os olhos não acontece
e a cada minuto que passa, mais cedo amanhece

estou com o coração na mão
sofro por antecipação
meu coração bate mais forte
e não sei qual será a minha sorte

estou com medo de me decepcionar
de não ter coragem para enfrentar
de ter que de novo reiniciar
e nova luta ter que encarar

porque é tão difícil me convencer
de que são apenas algumas horas e então poderei crer
horas que não querem obedecer
e fazem meu corpo de medo estremecer?

que ande logo o relógio!
que venha o meu tempo então!
será tudo isso ilusão??...

gostaria da ansiedade me livrar
e na segurança da nova vida entrar
tanta coisa assim vai mudar?
sim! não! contudo quero descansar

em poucas horas saberei
e da agonia me livrarei
o que será de mim então?
ora, segura firme este meu coração!





terça-feira, 15 de setembro de 2015

Não são urnas que melhoram os governos. É o influxo religioso que melhora os homens.



"...Não é a soberania do povo o que salva as repúblicas . Não são as urnas eleitorais que melhoram os governos. Não é a liberdade política o que engrandece as nações. A soberania do povo constitui apenas uma força, a grande força moderna, entre as nações embebidas na justa aspiração de se regerem a si mesmas. Mas essa força popular há mister dirigida por uma alta moralidade social. As eleições mudam os governos, mas não os reformam.

As liberdades políticas não têm por objeto satisfazer a vaidade dos cidadãos, entregando-lhes em frações dispersas o cetro do poder. O verdadeiro destino dessas liberdades está em revestirem e abroquelarem as liberdades civis, isto é, os direitos da consciência, da família e da propriedade.

Essas três categorias de direitos ancoram na palavra divina, a saber, na divina constituição do homem. Mas só os povos religiosos os têm definido e praticado seriamente, ao menos no que respeita à consciência e à família.

Só entre eles o santuário é inviolável. Só entre eles a mulher não pára em débil instrumento do outro sexo. Só entre eles a liberdade de testar consagra a autoridade paterna, depura o amor filial e oferece ao trabalho estímulos incomparáveis. Só entre eles, pelo direito de reunião e pelo direito de associação, consubstanciados na vida cotidiana, se pratica em escala realmente benfazeja a grande caridade, e as classes possuidoras se misturam, pela beneficência mais profusa, às classes laboriosas.....

As formas políticas são vãs, sem o homem que as anima. É o vigor individual que faz as nações robustas. Mas o indivíduo não pode ter essa fibra, esse equilíbrio, essa energia, que compõem os fortes, senão pela consciência do seu destino moral, associada ao respeito desse destino nos seus semelhantes.

Ora, eu não conheço nada capaz de produzir na criatura humana em geral esse estado interior, senão o influxo religioso.Nem o ateísmo reflexivo dos filósofos, nem o inconsciente ateísmo dos indiferentes são compatíveis com as qualidades de ação,resistência e disciplina essenciais aos povos livres.

Os descrentes, em geral,são fracos e pessimistas, resignados ou rebeldes, agitados ou agitadores.

Mas ainda não basta crer: é preciso crer definida e ativamente em Deus, isto é,confessá-lo com firmeza, e praticá-lo com perseverança."..... (Ruy Barbosa)




quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Mais um aniver vazio....


Hoje meu pai estaria completando 80 anos....
Saudades...
Abraço que cai no vazio
atraindo calafrio
no coração que está saudoso
do sempre pai amoroso...







domingo, 23 de agosto de 2015

Clássico - Nat King Cole


 Grande voz e esta música, um grande clássico, apaixonante nesta voz tão linda!
Meu pai gostava muito das músicas dele, e eu entendo bem o porquê.

When I Fall In Love

When I fall in love
It will be forever
Or I'll never fall in love
In a restless world like this is
Love is ended before it's begun
And too many moon light kisses
Seem to cool in the warmth of the sun

When I give my heart
It will be completely
Or I'll never give my heart
And the moment
I can feel that
You feel that way too
Is when I fall in love with you

And the moment
I can feel that
You feel that way too
Is when I fall in love with you




quarta-feira, 19 de agosto de 2015

sonho...

Eu estava na cozinha ajudando em alguma coisa, junto com minha mãe e por ali também meus irmãos. Meu pai disse que iria pintar a lavanderia - era ainda aquele velho puxado de madeira que tínhamos nos fundos da casa - e pegando seus apetrechos, se foi.
Logo depois, fui lá falar com ele, e o encontrei em cima da escada pintando a parede externa na parte mais alta.
Entrei. O movimento de uma família italiana com uma prole de 5 continuava lá dentro.
Meus irmãos entravam e saíam pela porta da cozinha, brincando e jogando bola na calçada.
Algum tempo depois entra meu pai, vindo dos fundos, todo molhado, por causa da pancada de chuva que havia caído repentinamente. O cabelo estava escorrido e parecia com o cabelo de índio. Sentou-se à mesa da copa, procurando alguma coisa por ali. Minha mãe "mandou" ele se enxugar, mas ele fez de conta que não ouviu.
Preocupada com ele, sentei na frente dele e segurei uma de suas mãos. Eu queria falar com ele, mas alguém parou ao meu lado e vacilei - o que eu precisava dizer era muito sério. Por fim pensei: "azar, eu preciso falar".
Ainda segurando a mão dele, eu disse:
"pai, você não pode ficar molhado assim, não pode ficar doente, senão você pode morrer e eu só te encontro aqui, nos meus sonhos e você não pode sair daqui."


Acordei...
Lembro disso e choro...não quero perder ele dos meus sonhos...

Talvez pela pressão que tenho sofrido -minha própria, de fato - tenho, nestes últimos dias me sentido frágil e precisando de um abraço.

Gostaria mesmo de ter meu pai por perto, de sentir a segurança dele, mesmo que ele dissesse: "mas que burrrrrrra, pra que se preocupar assim??"

Estou com muitas saudades...

terça-feira, 18 de agosto de 2015

espelho da vida


Encontrou uma conhecida de longa data. Sorriu. Cumprimentou. Em seus pensamentos, fez rápida análise de como a amiga havia envelhecido nos últimos anos.
Comenta com a filha, que está ao lado, de que, como pode, a amiga ser bem mais nova e estar assim, ao que a filha responde:
- É mãe, mas você está bem pior!
Surpresa, indaga:
- Eu, pior?
- Ah, mãe, veja bem, ela não estuda como você.
- Que? eu olhei pra ela e achei que ela está arrebentada e eu estou pior do que ela?
- Mãe, veja bem, você estuda e ela não, portanto ela deveria estar melhor do que você.
-Não acredito nisso. Preciso me olhar mais no espelho.
- Olha, você sabe que eu sou sincera, se não quisesse ouvir, não deveria ter perguntado.

Pensamentos permeiam a mente daquela mãe durante todo o dia.
Caminhando ao final da tarde para casa, de volta do trabalho, vem observando as pessoas que passam ligeiro nas calçadas. Cruza com conhecidos, conversa com uma velha amiga.
Seus pensamentos estão envoltos pelo manto do "vale a pena" e indaga-se sobre o que faz da sua vida, das horas e horas voltadas para os livros e para os estudos. Pergunta-se milhares de vezes se tanto investimento vale a pena. Rapidamente faz uma análise e chega a conclusão de que quando alcançar certa estabilidade já terá chegado a hora de morrer.
Triste, vai para o ensaio do coral. Ama a música e quem sabe esta a anime.
Janta rapidamente, pois ainda há 3 horas de aulas pra assistir.
Senta na frente do computador.
O cansaço físico e mental associam-se à tristeza e não encontra forças para continuar.
Olha para o relógio. São só 20h:30min.
Busca em sua mente algum incentivo pra conectar às aulas e prosseguir.
Nada.
Exausta pelas lutas incessantes dos últimos meses, acumulada pela ânsia de vencer dos últimos anos, rende-se.
Apaga as luzes. Aconchega-se na cama macia. Acolhe-se nos braços simples das cobertas e dorme.
O dia amanhece.
Lavando o rosto, olha para o espelho. Cabelos ainda despenteados, repara em si mesma:
- ah!...só estou meio pálida!
Sorri para a vida pois mais um dia se inicia e nova jornada vem pela frente.
E vai seguindo por seu caminho, ora traçado, com fim específico que será alcançado.




terça-feira, 11 de agosto de 2015

no limite...



eu só queria descansar
embalar-me na rede dos sonhos
e meu corpo repousar

queria sentir que tudo já passou
que restou a brisa, o perfume da flor
e no coração somente quem amou

queria meus olhos fechar
e sem temor imaginar
o mar, o por do sol
a magia do arrebol

queria ser leve como a pluma
levada pelo vento como bola de espuma
brilhando em sorrisos de contentamento
vivendo intensamente o nobre momento

queria estar lá na frente para pra trás olhar
e saber que o esforço e a dor valem a pena suportar
que o futuro promete alegria sem par
e que sem dúvidas a vitória irei alcançar

no meu limite vivendo estou
"never give up" a mulher me falou
sou forte, mas nem tanto assim
contudo, estou plantando o meu jardim.

abraços encorajadores me vem sempre
levanto minha cabeça e sigo em frente
sei de onde vim e para onde eu vou
o melhor de mim ainda, é saber quem eu sou.





terça-feira, 28 de julho de 2015

Se eu pudesse...



Se eu pudesse te contaria da brisa que sopra mansa
Da névoa branca que envolve as montanhas em sua dança
Contaria do frio que chega devagar
e do ar gelado que faz tremer meu respirar

Descreveria as minhas lutas e as minhas vitórias
E os dias de júbilo em que vivo na glória
Das horas gastas em busca de sonhos
Do cair, do levantar, e do atrelar neles meus ganhos

Se eu pudesse, em teus braços descansaria
Sentiria que o triunfo certamente eu alcançaria
Pensaria que basta um caminho florido
completo, repleto, próprio do ombro amigo.

Conjecturaria sobre o trajeto, inesquecível depois que passa
Sendo íngreme, longo, com descansos em grama escassa
Não me deixariam esquecer que há sol em cada amanhecer
E que mesmo vindo a chuva, nela meu corpo iria rejuvenescer

A noite vem e a saudade agora entra em meu coração, sem bater
Recosto a cabeça em meu travesseiro e crio cenas até adormecer
Em sonhos vivo o impossível, mas verossímil amor
Ludibriada por beijos de ternura, moldada por doce resplendor

Eis que sonhos virão fortes como a vida o é
E por certo eles se realização, pois vivo neles com fé
A alegria permanece no bater do coração
E nela subsisto vencendo a escuridão

Porém, se eu pudesse...
Iniciaria contando da brisa, do frio, da fé...
Ah!! Se eu pudesse...

domingo, 19 de julho de 2015

uma vitória de cada vez....

" eu vou, eu vou...
pra segunda fase eu vou...
eu vou eu vou...
eu vou...pra segunda fase eu vou..."

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Pequena reflexão sobre a política criminal brasileira


A política criminal brasileira tem-se mostrado ineficaz quanto à recuperação e ressocialização de presos ou mesmo daqueles que cometem atos ilícitos, dada a grande reincidência dos criminosos. Ineficaz porque não alcança os seus propósitos e as condições prisionais brasileiras não favorecem para que isto aconteça.
Os mecanismos de controle dos crimes deveriam ser direcionados para a base, para o início da formação do cidadão, observados a educação escolar, familiar, prezando, sobretudo para a construção de um caráter digno de se viver em sociedade de forma harmoniosa com os princípios éticos que a regem.
Em se falhando nestes itens e havendo cometimento de crimes, estes deveriam, ao mesmo tempo em que se estabelece penas mais duras, concomitantemente a elas, que o indivíduo passe por um processo de reeducação. Não se pode mudar uma conduta apenas com penas e sanções. A mudança de comportamento deve ser estimulada no apenado, buscando que ele entenda o caráter do ilícito cometido por ele e a compreensão de que os atos criminosos por ele não são aceitos pela sociedade. A mudança de comportamento, estimulada por meios externos, como a  educação, deve ser compreendida e a partir disso, que o indivíduo requeira mudança nele mesmo. Este crescimento interno e intelectual dá-se pela educação, principalmente pela leitura de livros próprios, onde o apenado, através da introspecção e análise própria possa concluir que existe condições de mudança se ele quiser. Os índices mostram que a maior parte dos apenados tem baixa escolaridade, o que reforça a tese da educação.
Sobre penas mais duras, há nítida demonstração do Estado em se afastar e evitar a punição. Algumas penas são tão inócuas que não evitam nem por medo ou constrangimento a reincidência, como se sofrer um processo crime e ser condenado fosse apenas parte do jogo. A pena privativa de liberdade tem mostrado que não traz solução, ademais as penas alternativas também são brandas demais e não há fiscalização suficiente para acompanhar se as mesmas estão sendo cumpridas ou trazendo os resultados esperados. Ainda, se o Estado não deseja punir, então ao menos deveria deixar que a sociedade se defendesse por si própria, o que já seria outra grande discussão.
Há grande necessidade de mudanças e soluções eficazes. Quem sabe iniciando por se ter realmente uma política criminal nacional, com estruturas filosóficas formadas, com um cerne que a ampare, com legisladores comprometidos com a sociedade e o bem estar da mesma, o que inclui os encarcerados.



domingo, 14 de junho de 2015

Suicídio diário

http://cgn.uol.com.br/noticia/137639/homem-se-enforca-em-torre-de-alta-tensao



Ainda vejo a dor no coração daquele que amou
daquele que riu
daquele que a vida para ele se abriu.

É tênue a linha entre a vida e a morte
e de qual sorte
basta apenas ver que não mais respirou
e que da batida forte o coração já silenciou.

Havia grande alegria no ar
quando estava sempre a gargalhar
com piadas e risadas
fazendo todo o ambiente se alegrar

Onde estava eu para não perceber
que no íntimo a alma já estava a morrer
e que em cruel trapaça
a risada era apenas máscara?

Fugas...fugas...fugas...
quem dera elas pudessem resolver tal situação
mas pelo menos ao que parece
apenas mantêm vivo aquele que sofre a desilusão

Não é para todos assim
e um amado teve este triste fim
de não suportar tanta dor
que o levou a morte propor

Talvez tão cruel quanto este
seja aquele que perdeu
o encanto da vida
da segurança a guarida

e aos poucos mata a si próprio
com desculpas de trabalho impróprio
do excesso de estudos
absorto em vida única
trajando esvoaçante e bela túnica
que não passa de embuste disfarce
que esconde pálida e gélida face

Busca sem saber, a cada dia sua morte
e incansavelmente a paz de tal sorte
que a dor que há no interior de seu ser
venha enfim trazer alívio através do morrer

Esta não é a morte natural
mas aquela de que por dentro está como tal
e em dor leva sua vida sem dulçor
até encontrar o destino final

Mal sabe o quanto é amado
e que se sentisse tal amor
já não estaria a esta sina fadado
conseguindo este mal transpor
para enfim, lançar-se nos braços do amor

Sergio Zielak


domingo, 24 de maio de 2015

Sinto saudades...

Descobri que existe um lugar onde posso te encontrar, onde posso matar as saudades e onde posso estar contigo novamente.
Esse lugar é único e apesar de termos nos encontrarmos outras vezes lá, eu não tinha percebido o quão especial ele é.
Então agradeci a Deus porque ainda posso te encontrar ali, te ver e apesar de não termos longas conversas, às vezes nenhuma, ainda assim estou ao seu lado.
Ontem a noite eu te vi. Você com aquele jeitão sério, saindo sem dizer nada, eu pensei: "péra aí, não posso perder a oportunidade, é só aqui que eu vou te encontrar". Corri até você, encostei minha cabeça em seu peito macio, te dei o abraço mais apertado e forte que eu pude, senti seu cheiro e disse: "eu tava morrendo de saudades pai."
Você ainda ficou um pouco comigo, me abraçou também, mas devagar foi desaparecendo e eu fiquei novamente só.
Acordei...
Estou mesmo, com muita saudade pai.
Saudades de quando eu só encostava a cabeça no seu peito, enquanto você pegava a pontinha da minha orelha e víamos tv.
Minha rocha, meu amigo, meu porto seguro...
Aprender a viver só não é a melhor experiência que eu podia ter na vida, mas estou tentando ser forte, estou tentando vencer...
Volte mais vezes e terás mais abraços meus e eu terei os seus...
Saudades, profundas saudades...


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Ben Carson na visão de Luiz Carlos Prates



Isso mesmo. Ben Carson, uma grande figura, quase um mito de pessoa que, em toda sua vida buscou moldar sua vida na vontade de Deus.
Sou fã deste grande homem e da vontade de nunca desistir.
Não menos fã de sua mãe que soube conduzir os filhos de forma brilhante, não sem dificuldades, mas sabendo enfrentá-las com os pés no chão, com a realidade do dia a dia.