Comparáveis consequências
Em uma brincadeira de pular onda na praia, junto com meu filho, causei uma torção em meu joelho direito. Tive realmente alguns dias de descanso, pois estava com muita dor e tive que ter cuidados especiais. O fato de estar andando "manca" e sempre que sentada, com a perna para cima, fez com que eu tivesse fortes dores nas costas. Parecia que tudo ia melhorar - #soquenao. Apesar de todos os cuidados, mesmo ao caminhar, no último sábado, descendo as escadas do prédio da igreja, enrosquei o salto do sapato no penúltimo degrau e lá fui eu catando coquinho até que voltei a me equilibrar no salto e ter tempo de sentir uma dor enorme no pé direito.
Hoje, enfaixada, quase como múmia, fiquei pensando nos trajetos da vida, nos altos e baixos, e nas consequências de um único ato.
Eu não teria dor nas costas se não fosse por minha marcha errada e tampouco teria tropeçado se não fosse pelo descuido, já que estava com o joelho machucado e tinha que prestar atenção a cada passo dado.
Quando passamos por dificuldades e muitas das vezes não conseguimos encontrar o porquê de estarmos naquela situação, faz-se necessário uma retrospectiva e análise profunda de nossas decisões; sobre quais caminhos escolhemos seguir; sobre o que projetamos; palavras que falamos; encorajamentos e desencorajamentos que repassamos a outros e a nós mesmos, enfim, cada atitude da nossa vida.
Toda decisão tomada, por menor que seja, leva a caminhos diversos, como que num emaranhado de uma rede. E alguns caminhos nos levam a tremendas alegrias, enquanto outros, a insuportável tristeza.
Concluo então, que na maioria das vezes, as dificuldades pelas quais passamos, são consequências de nós mesmos e daquilo que pensamos e decidimos. Poucos são os sofrimentos que não advém de nós mesmos.
Então se eu mesma sou o causadora das minhas tristezas, como me governar? como cuidar de mim mesma se não consigo, e eu mesma vou me fazer sofrer?
A solução está em um Pai amoroso no céu que diz, através da Bíblia, que devemos deixar todas as nossas cargas com ele; que devemos confiar Nele de tal modo que Ele fique no controle das nossas vidas. E mesmo se eu me encontrar à beira do oceano e precisar atravessar o mar, Ele o abrirá.
Dessa forma, os caminhos trilhados serão mais leves e as consequências advindas das escolhas de Deus para minha vida certamente não se compararão a sequência de "dores" que se iniciaram com uma torção de joelho.
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