terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Suspiros...



A brisa que sopra do mar
Vem de leve meus cabelos afagar
Fecho os olhos e sinto suas carícias
Tomando o meu corpo com suas delícias

Levanto os braços pra te tocar
Com ânsia quero aos teus me juntar
E no calor do teu corpo sentir
Que a vida ainda me pode sorrir

Abro os olhos e encontro a vida real
Tudo o que vejo não é mais igual
Desconheço os caminhos que se me oferecem
Dentro de mim só quero os que me enobrecem

Alucinada percorro caminhos maternos
Buscando encontrar neles um sentido eterno
Sem temor agarro ao que me faz viver
Tentando enquanto viva não morrer

A incerteza me aprisiona
E o véu torna-se uma lona
Impedindo que eu veja o brilho do sol
Exclamando que jamais tocarei o arrebol

Lágrimas voltam a escorrer
Sensíveis pedem pela alegria do viver
Suplicando por alento ao coração
Elevando triste esta oração


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Mais considerações humanas

Já escrevi anteriormente sobre o livre arbítrio e como ele nos é restrito dentro da nossa própria esfera de vida e onde existimos e coexistimos com outros seres.
Cito nesta mesma linha de pensamento o Dr. Viktor E. Frankl " Sem dúvida, o ser humano é um ser finito e sua liberdade é restrita. Não se trata de estar livre de fatores condicionantes, mas sim da liberdade de tomar uma posição frente aos condicionantes". [...]o ser humano é auto-determinate, em última análise. Ele não simplesmente existe, mas sempre decide qual será a sua existência, o que ele se tornará no momento seguinte. (Em busca de Sentido, p.73)

"O ser humano não é uma coisa entre outras; coisas se determinam mutuamente, mas o ser humano, em última análise, se determina a si mesmo. Aquilo que ele se torna - dentro dos limites dos seus dons e do meio ambiente - é ele que faz de si mesmo. No campo de concentração, por exemplo, nesse laboratório vivo e campo de testes que ele foi, observamos e testemunhamos alguns dos nossos companheiros se portarem como porcos, ao passo que outros agiram como se fossem santos. A pessoa humana tem dentro de si ambas as potencialidades; qual ser concretizada, depende de decisões e não de condições".(idem p.74)

Tive um professor na faculdade que repetidas vezes disse que aqui no sul temos uma vida inigualável, que jamais teríamos condições de julgar aqueles miseráveis das favelas de São Paulo - onde ele havia trabalhado - pois eles não tinham opção nem escolhas, a não ser a criminalidade, àquilo que a sua própria sociedade oferecia.
Nunca morei numa favela, mas não lembro também de viver num mar de rosas, pois tudo o que se tinha em casa era conseguido com muito sacrifício por parte dos meus pais e logo que crescemos um pouco, com o nosso trabalho e esforço também.
Meu questionamento sempre foi: eles também tem escolhas. Se a sociedade não oferece opções, a sociedade é um coletivo e o ser é um indivíduo. Se a coletividade não oferece, isso não isenta o indivíduo das suas próprias escolhas. Portanto, cada ser humano pode escolher, dentro das suas ínfimas limitações o que quer ser, pois o "porco e o santo" estão à sua disposição dentro de si mesmas. O que me anima, é que estas descobertas foram feitas dentro das piores condições humanas que se pode oferecer a alguém: o campo de concentração de Auschwitz.


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Que o tempo pare!

Reclamamos que o tempo passa muito rápido...
reclamamos que envelhecemos...
Incoerentemente na segunda desejamos a sexta...
Na Páscoa desejamos o Natal...
E como queremos permanecer como estamos ou que o tempo reduza a velocidade se ansiamos para que ele acelere?
Só desejo que o tempo pare nas coisas boas, nos momentos agradáveis, no toque de amor, no brilho do olhar...
Só desejo que o tempo pare quando ouço minha música favorita e que a brisa quente entre no meu quarto...
Só desejo que o tempo pare nos momentos de risadas, com os amigos sempre por perto...
Só desejo que o tempo pare  quando olho fotos antigas, filmagens de família, e revivo cada instante e repito cada frase já dita...
Só desejo que o tempo pare quando abraço meus filhos, quando o rostinho ainda é de criança mas quando abro os olhos já são quase adultos...
Só desejo que o tempo pare quando estou em sonhos com meu pai e que o dia não amanheça e que ele permaneça um pouco mais...
Só desejo que o tempo pare quando estou a beira da praia, olhando o por do sol e que as nuvens roseadas não deem lugar à escuridão, e que os peixes não parem de bailar, e que vindo as estrelas elas não parem de brilhar...
Só desejo que o tempo pare quando ouço sua voz doce sussurrando ao meu ouvido, quando sua sombra nos iguala, quando seu toque me acalma...
Só desejo que o tempo pare quando estou querendo viver, quando descubro o amor e em se vivendo nele que a vida não seja em vão.



sábado, 22 de novembro de 2014

OnDe eU EsToU

Estas imagens e pesquisa não são minhas e podem ser encontras neste endereço: http://www.buzzfeed.com/daves4/the-universe-is-scary.
Mas me fascinaram. Me fizeram refletir sobre o imenso amor de Deus por nós. Por pessoas que vivem em um pequeno planeta, mas que se acham os "donos" do mundo e que sem razão ou explicação vivem como se a Terra fosse o centro do Universo. Talvez porque seja o nosso centro, seja nossa casa, seja o único lugar com vida que conhecemos. A questão não é esta: se apenas somos nós, porque tanto mal, tanta tristeza, tanta miséria, tanto egoísmo, tanta corrupção? 
De certa forma estou cansada daqui...com certeza decepcionada e desiludida e estas imagens me fizeram sentir um pouco melhor. Me fizeram lembrar de que apesar de tudo, não estou sozinha.

1. This is the Earth! This is where you live.

(Esta é a Terra! Este é o lugar onde você vive.)

This is the Earth! This is where you live.
NASA Goddard Space Flight Center Image / Via visibleearth.nasa.gov

2. And this is where you live in your neighborhood, the solar system.

(E este é o lugar onde você vive em seu bairro, o sistema solar)

And this is where you live in your neighborhood, the solar system.

3. Here’s the distance, to scale, between the Earth and the moon. Doesn’t look too far, does it?

(Aqui é a distância, em escala, entre a Terra e a lua. Não parece muito longe, não é? )

Here's the distance, to scale, between the Earth and the moon. Doesn't look too far, does it?

4. THINK AGAIN. Inside that distance you can fit every planet in our solar system, nice and neatly.

(Pense novamente. Dentro dessa distância você pode colocar cada planeta do nosso sistema solar, agradável e ordenadamente.

THINK AGAIN. Inside that distance you can fit every planet in our solar system, nice and neatly.
PerplexingPotato / Via reddit.com

5. But let’s talk about planets. That little green smudge is North America on Jupiter.

(Mas vamos falar sobre os planetas. Aquela pequena mancha verde é a América do Norte em Júpiter.)

But let's talk about planets. That little green smudge is North America on Jupiter.
NASA / John Brady / Via astronomycentral.co.uk

6. And here’s the size of Earth (well, six Earths) compared with Saturn:

(E aqui é o tamanho da Terra (bem, seis Terras), em comparação com Saturno:)

And here's the size of Earth (well, six Earths) compared with Saturn:
NASA / John Brady / Via astronomycentral.co.uk

7. And just for good measure, here’s what Saturn’s rings would look like if they were around Earth:

(E apenas para uma boa medida, aqui está como os anéis de Saturno pareceriam se eles estivessem em torno da Terra.)

And just for good measure, here's what Saturn's rings would look like if they were around Earth:
Ron Miller / Via io9.com

8. This right here is a comet. We just landed a probe on one of those bad boys. Here’s what one looks like compared with Los Angeles:

(Isso aqui é um cometa. Nós apenas pousamos uma sonda em um desses meninos maus. Aqui está um em comparação com Los Angeles:)

This right here is a comet. We just landed a probe on one of those bad boys. Here's what one looks like compared with Los Angeles:
Matt Wang / Via mentalfloss.com

9. But that’s nothing compared to our sun. Just remember:

(Mas isso não é nada em comparação com o nosso sol. Apenas lembre-se:)

But that's nothing compared to our sun. Just remember:

10. Here’s you from the moon:

(Aqui é você da lua:)

Here's you from the moon:
NASA

11. Here’s you from Mars:

(Aqui é você de Marte:)

Here's you from Mars:
NASA

12. Here’s you from just behind Saturn’s rings:

(Aqui é você logo atrás dos anéis de Saturno:)

Here's you from just behind Saturn's rings:
NASA

13. And here’s you from just beyond Neptune, 4 billion miles away.

(E aqui está você logo além de Netuno, 4bilhões de milhas de distância.)

And here's you from just beyond Neptune, 4 billion miles away.
NASA
To paraphrase Carl Sagan, everyone and everything you have ever known exists on that little speck.

14. Let’s step back a bit. Here’s the size of Earth compared with the size of our sun. Terrifying, right?

(Vamos voltar um pouco. Aqui está o tamanho da Terra em comparação com o tamanho do nosso sol. Aterrorizante, certo?)

Let's step back a bit. Here's the size of Earth compared with the size of our sun. Terrifying, right?
John Brady / Via astronomycentral.co.uk
The sun doesn’t even fit in the image.

15. And here’s that same sun from the surface of Mars:

(E aqui é o mesmo sol a partir da superfície de Marte:)

And here's that same sun from the surface of Mars:
NASA

16. But that’s nothing. Again, as Carl once mused, there are more stars in space than there are grains of sand on every beach on Earth:

(Mas isso não é nada. Mais uma vez, como Carl uma vez meditou, há mais estrelas no espaço do que grãos de areia em todas as praias da Terra:)

But that's nothing. Again, as Carl once mused, there are more stars in space than there are grains of sand on every beach on Earth:

17. Which means that there are ones much, much bigger than little wimpy sun. Just look at how tiny and insignificant our sun is:

(O que significa que há os muito, muito maiores do que o nosso sol fracote. Basta olhar para o nosso pequeno e insignificante sol:)

Which means that there are ones much, much bigger than little wimpy sun. Just look at how tiny and insignificant our sun is:
Our sun probably gets its lunch money stolen.

18. Here’s another look. The biggest star, VY Canis Majoris, is 1,000,000,000 times bigger than our sun:

(Aqui está um outro olhar. A maior estrela, VY Canis Majoris, é 1.000.000.000 vezes maior do que o nosso sol:)

26 Pictures Will Make You Re-Evaluate Your Entire Existence
………

19. But none of those compares to the size of a galaxy. In fact, if you shrank the sun down to the size of a white blood cell and shrunk the Milky Way galaxy down using the same scale, the Milky Way would be the size of the United States:

(Mas nenhum deles se compara ao tamanho de uma galáxia. Na verdade, se você diminuir o sol para o tamanho de um glóbulo branco e encolher a Via Láctea, usando a mesma escala, a Via Láctea seria o tamanho dos Estados Unidos:)

But none of those compares to the size of a galaxy. In fact, if you shrank the sun down to the size of a white blood cell and shrunk the Milky Way galaxy down using the same scale, the Milky Way would be the size of the United States:

20. That’s because the Milky Way galaxy is huge. This is where you live inside there:

(Isso porque a Via Láctea é enorme. Este é o lugar dentro de onde você vive:)

That's because the Milky Way galaxy is huge. This is where you live inside there:

21. But this is all you ever see:

(Mas isso é tudo o que você já viu:)

But this is all you ever see:
(That’s not a picture of the Milky Way, but you get the idea.)

22. But even our galaxy is a little runt compared with some others. Here’s the Milky Way compared to IC 1011, 350 million light years away from Earth:

(Mas até mesmo a nossa galáxia é um pouco nanica em comparação com alguns outros. Aqui está a Via Láctea em relação a IC 1011, 350 milhões de anos-luz de distância da Terra:)

But even our galaxy is a little runt compared with some others. Here's the Milky Way compared to IC 1011, 350 million light years away from Earth:
Just THINK about all that could be inside there.

23. But let’s think bigger. In JUST this picture taken by the Hubble telescope, there are thousands and thousands of galaxies, each containing millions of stars, each with their own planets.

(Mas vamos pensar grande. Em apenas esta foto tirada pelo telescópio Hubble, há milhares e milhares de galáxias, cada uma contendo milhões de estrelas, cada uma com seus próprios planetas.)

But let's think bigger. In JUST this picture taken by the Hubble telescope, there are thousands and thousands of galaxies, each containing millions of stars, each with their own planets.

24. Here’s one of the galaxies pictured, UDF 423. This galaxy is 10 BILLION light years away. When you look at this picture, you are looking billions of years into the past.

(Aqui está uma das galáxias retratada, UDF 423. Esta galáxia é de 10 bilhões de anos-luz de distância. Quando você olhar para esta foto, você está olhando bilhões de anos no passado.)

Here's one of the galaxies pictured, UDF 423. This galaxy is 10 BILLION light years away. When you look at this picture, you are looking billions of years into the past.
Some of the other galaxies are thought to have formed only a few hundred million years AFTER the Big Bang.

25. And just keep this in mind — that’s a picture of a very small, small part of the universe. It’s just an insignificant fraction of the night sky.

(Apenas mantenha isso em mente - é a imagem de uma parte pequena do universo. É apenas uma fração insignificante do céu noturno.)

And just keep this in mind — that's a picture of a very small, small part of the universe. It's just an insignificant fraction of the night sky.

26. And, you know, it’s pretty safe to assume that there are some black holes out there. Here’s the size of a black hole compared with Earth’s orbit, just to terrify you:

(E você sabe, é bastante seguro afirmar que existem alguns buracos negros lá fora. Aqui é o tamanho de um buraco negro em comparação com a órbita da Terra, só pra aterrorizar você:)

And, you know, it's pretty safe to assume that there are some black holes out there. Here's the size of a black hole compared with Earth's orbit, just to terrify you:
D. Benningfield/K. Gebhardt/StarDate / Via mcdonaldobservatory.org

So if you’re ever feeling upset about your favorite show being canceled or the fact that they play Christmas music way too early — just remember…

This is your home.

(Então, se você está se sentindo chateado porque o seu programa favorito foi cancelado ou o fato de que eles tocam músicas de Natal muito cedo - apenas lembre ...
Esta é a sua casa.

This is your home.
By Andrew Z. Colvin (Own work) [CC-BY-SA-3.0 (creativecommons.org) or GFDL (gnu.org)], via Wikimedia Commons

This is what happens when you zoom out from your home to your solar system.

(Isto é o que acontece quando você aumenta o zoom a partir da sua casa para o seu sistema solar.)

This is what happens when you zoom out from your home to your solar system.

And this is what happens when you zoom out farther…

(E é isso que acontece quando você  "zoom" mais longe ...

And this is what happens when you zoom out farther...
By Andrew Z. Colvin (Own work) [CC-BY-SA-3.0 (creativecommons.org) or GFDL (gnu.org)], via Wikimedia Commons

And farther…

(mais longe)

And farther...
By Andrew Z. Colvin (Own work) [CC-BY-SA-3.0 (creativecommons.org) or GFDL (gnu.org)], via Wikimedia Commons

Keep going…

(continue indo...)

Keep going...
By Andrew Z. Colvin (Own work) [CC-BY-SA-3.0 (creativecommons.org) or GFDL (gnu.org)], via Wikimedia Commons

Just a little bit farther…

(um pouquinho mais longe...)

Just a little bit farther...
By Andrew Z. Colvin (Own work) [CC-BY-SA-3.0 (creativecommons.org) or GFDL (gnu.org)], via Wikimedia Commons

Almost there…

(quase lá...)

Almost there...
By Andrew Z. Colvin (Own work) [CC-BY-SA-3.0 (creativecommons.org) or GFDL (gnu.org)], via Wikimedia Commons

And here it is. Here’s everything in the observable universe, and here’s your place in it. Just a tiny little ant in a giant jar.

(E aqui está. Aqui está todo o universo observável, e aqui é o seu lugar nele. Apenas uma minúscula formiga em um frasco gigante.)

And here it is. Here's everything in the observable universe, and here's your place in it. Just a tiny little ant in a giant jar.
By Andrew Z. Colvin (Own work) [CC-BY-SA-3.0 (creativecommons.org) or GFDL (gnu.org)], via Wikimedia Commons


E foi por você, foi por mim, que o Filho de Deus veio a este mundo, entregou sua vida em troca da nossa, para nos salvar. Um mundo tão pequeno, tão insignificante diante da grandiosidade de universo, mas lembre-se  que "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu filho unigênito, para que todo aquele que Nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna".






Who Am I?


Muitas vezes me pergunto porque estou aqui. Qual o propósito da vida e não poucas vezes tento encontrar respostas do porquê desta vida tão curta, tão passageira, tão rápida quanto uma sombra que logo desaparece e a noite chega.
Questiono a morte. Tão triste, tão fria. Simplesmente implacável.
Questiono quem sou eu neste ínfimo planeta não perdido na via láctea, completamente absorvido na imensidão do universo.
Quem sou eu nesta vastidão? Qual o propósito dos poucos anos que vivo aqui e que ainda viverei? A vida não passa de um sopro, de um vento que vem e que desaparece ao oeste...
Talvez a resposta não esteja em quem eu sou, mas em quem Ele é. Talvez esteja no amor dEle por estes milhares de seres humanos tristes, egoístas, fragilizados pelo mal, pela soberba, pelo orgulho e que não conseguem encontrar descanso para seus agitados corações.  Quem sabe a resposta esteja nos braços daquele que pode consolar, que pode mostrar que a vida não se resume ao nossos problemas e que o olhar de amor vale mais que mil palavras, que o abraço aquece e enternece, que segurar com carinho a mão e seguir o caminho é o que ainda vale a pena. Que a calma e a paz só podem ser encontrados em Seu amor.






Who am I, that the Lord of all the earth
Would care to know my name
Would care to feel my hurt
Who am I, that the Bright and Morning Star
Would choose to light the way
For my ever wandering heart

Not because of who I am
But because of what You've done
Not because of what I've done
But because of who You're

I am a flower quickly fading
Here today and gone tomorrow
A wave tossed in the ocean
A vapor in the wind
Still You hear me when I'm calling?
Lord, You catch me when I'm falling
And You've told me who I am
I am Yours, I am Yours

Who Am I, that the eyes that see my sin
Would look on me with love and watch me rise again
Who Am I, that the voice that calmed the sea
Would call out through the rain
And calm the storm in me

I am Yours
Whom shall I fear
Whom shall I fear
'Cause I am Yours
I am Yours

sábado, 8 de novembro de 2014

Decepção

Sábado, dia de hoje, exatamente às 16h18min.

Tenho pensado muito e buscado em meu parco dicionário mental as palavras "politicamente corretas" para o meu desabafo. Não tive muito sucesso, pois discordo da tentativa de pacificidade entre as pessoas com a falsidade e a hipocrisia que estão acobertados por essa nova "instituição"  e é esta que me faz suspirar neste momento. Não é um suspiro de alívio ou de prazer, mas de dor, de uma tentativa de compreensão que não alcancei.

 O "politicamente correto" não passa da corrosão do cerne e de princípios da verdade, onde as pessoas não conseguem mais se relacionar com sinceridade, com opiniões, com discernimento e com o desenvolvimento e a compreensão do ser que pensa diferente de si e mesmo assim conseguir viver bem com a verdade e a liberdade que deveria ser assegurada a todos.

Cresce-se no desconhecimento e na falta da razão/emoção, sem lógica, e completamente corrompida pelos próprios interesses e todos submersos no eu.

A situação se agrava quando há necessidade dos serviços do outro. Até que ponto é válido deixar de lado as crenças, que parecem fortemente arraigadas para poder saciar a necessidade que se tem? 
Neste ponto concluo que quando há interesses maiores, os dogmas podem ficar de lado, pelo menos pelo tempo em que se precisa "usar" o outro, mas não esquecendo de deixar claro que é só enquanto a necessidade se fizer presente, pois assim que ela for suprida os dogmas e crenças poderão voltar a prevalecer.

É como se se pudesse abrir um parênteses na fé e na justiça. Isso me soa como corrupção: não aquela a que estamos acostumados a ver no nosso Estado, mas àquela mais simples, mais comum nos meios sociais ditos "politicamente corretos" em que os parênteses da hipocrisia podem se abertos e fechados conforme a necessidade do momento, sem qualquer dano à consciência, que permanecerá ali, intacta, fiel e incorruptível enquanto o outro é descartado, como se lixo fosse e o simples voltar ao pedestal de justo o torna melhor que seu semelhante que está sendo julgado.

O papel de pequenos deuses diante de um tribunal onde pessoas podem ser julgadas, usadas e descartadas a qualquer momento não os transformam em juízes e muito menos em sábios.

Gostaria de ter a perspicácia do momento. Gostaria de que os argumentos prontos que tenho em minha mente pudessem nos momentos certos dispararem em palavras, mas isso não acontece. Pois: Ouço... Racionalizo... Impacto... Decepciono...E isso já basta pra achar que não vale a pena sequer argumentar.




Maravilhoso discurso do Dr. Ben Carson no National Prayer Breakfast de 2...

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Leve

Música suave que nas mãos desliza
Afaga o coração e ameniza
A cor do céu que matiza
O amor que é leve como a brisa

O coração está no ritmo a pulsar
Daquela música que ora estava a embalar
As estrelas soltas no ar
Que diziam apaixonadas estar

Todas as noites em seus leitos a encantar
Transeuntes que estão a passear
E ora com paixão, ora com convicção
Poemas de amor saltam do coração

Não há como negar
Se os olhos estão a delatar
Aquilo que a boca tenta calar
O amor que está a elucidar







quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Um pouco sobre Brasil x Política x FSP

Estamos em um momento crítico na política do nosso país...

Sei que a maioria detesta política, mas é somente conhecendo a política  que se pode entender os rumos do que está acontecendo no Brasil.

Infelizmente somos educados a não discutirmos política...aliás, somos educados a não questionar e a aceitar tudo pronto: lógico, muito mais fácil. Pra que pensar, gastar o cérebro e esquentar os miolos?  No fim, como disse um amigo meu ontem: "eu vou continuar levantando pela manhã, trabalhando e a vida continua não importa quem governe".
É óbvio que continua, e ele está certo até certo ponto,  mas se pudermos escolher a estrada que vamos trilhar, não é melhor escolher o asfalto do que a pedreira?
Não é melhor termos certeza da boa educação que nossos filhos terão do que o risco de serem "catequizados" por doutrinas contrárias a nossa prática cristã e a nossa fé?
Espero que não escolhamos o caminho da comodidade, mas o caminho do correto, do íntegro, do justo e do honesto. 

Enfim...quero compartilhar com vcs um artigo extremamente importante pra se conhecer um pouco mais sobre o que esta acontecendo no Brasil e em toda a América latina e como paulatinamente estamos sendo doutrinados pelo comunismo. Me sinto como o sapo cozinhando na água...devagar vamos sendo destruídos.
Isso que falo é  real e o sapo quase que literal. 

Deus nos deu a capacidade de pensarmos e analisarmos e buscarmos pelo que é certo. De forma alguma podemos nos acomodar com tão grandes perspectivas negativas que ainda ocorrerão em nosso país.
Jamais imaginei que chegaríamos a tal ponto, mas acreditem: ainda não é o fundo do poço.
 
Reflitam sobre o que irão ler e tirem suas conclusões.


http://folhacentrosul.com.br/post-politica/6132/foro-de-sao-paulo-diz-que-regulacao-da-midia-deve-ser-ponto-numero-1-no-brasil

http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/2014/03/24/conheca-o-foro-de-sao-paulo-o-maior-inimigo-do-brasil/


domingo, 26 de outubro de 2014

Brasil...

Infelizmente nossa bandeira verde amarela está sendo substituída pela vermelha, que nada tem de brasileira, pelo menos não para os que realmente zelam por nossa pátria...diria neste momento, sucumbida à corrupção e aos maus tratos de um imperialismo vermelho.

sábado, 18 de outubro de 2014

Minha mãe

Um dia eu a observava cuidando da horta...
plantando flores
colhendo amores

Outro dia estava ela a costurar
e em tecidos a emoldurar
rostos de crianças a alegrar

Nas madrugadas sempre a cuidar
dos males das doenças pra se livrar
e ter sorrisos novamente espalhados no ar

Em voz de soprano sempre a cantar
bebês de colo a embalar
estando sempre a educar

Dias se vão
Noites que jamais voltarão
Sonhos que nem sempre se cumprirão

Vejo a vida a escorrer
e agora o seu corpo adoecer
deitada em seu leito a gemer

Desejo os dias retroceder
voltar a ser criança pra não perceber
que rápido o tempo se esvai sem merecer

À minha mãe que vejo adoecer
espero um melhor amanhecer
para ainda ter belos anos a viver.





segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Zona de Conflito


Porque me falta coragem para decidir àquilo que penso ser necessário?
Me arrependo de momentos em que fui covarde...penso em como deveria ter sido corajosa pra enfrentar...
Agora, não exatamente agora, mas nestes últimos anos fico desculpando minha covardia, aliviando minha consciência dizendo que agora não é o momento para tomar a decisão que me persegue.
Cada vez que a decisão me afronta, busco subterfúgios, me escondo, desvio da consciência que me atormenta me instigando a fazer aquilo que acho que deveria ser feito; desvio da minha insegurança, daquilo que é descrito por uma única palavra. Àquela palavra que é o tipo da minha atitude, em que a subsunção é perfeita para o que sinto agora: Covardia.
Me prostro.
Tenho medo.
Já fui mais corajosa, confesso.
Talvez porque agora me obrigo a pensar em outros dois seres que dependem de mim.
Será que isso é só outra desculpa?
Meu Deus, o que devo fazer?
Será que de certa forma estou na zona de "conforto"? não é tão confortável, senão não buscaria por outra solução.
Que droga!
E ainda tem pessoas que dizem que sou corajosa! Mal sabem elas dos meus conflitos e lutas internas.
Se vou vencer? não sei. Eu nunca sei.
Preciso tentar...
Tentar...que palavra horrível!. Ela por si só já induz ao fracasso.
Preciso decidir e seguir, só isso. Tão fácil mas tão difícil.
O tempo me insta a decidir, a tomar atitude
Antes que o tempo decline e que o sol se ponha...então será tarde demais!



sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Ruminando palavras

Gostaria de escrever sobre política, mas não me sinto preparada para tal. Me falta conhecimento para assunto tão complexo e que envolve tantas facetas, sejam econômicas, sociais, liberais, contratuais ou culturais.
Somos um país com raízes em outros países, com  uma formação histórica que apenas há um século e pouco atrás não possuía população brasileira suficiente e sob um grande "engodo" legislativo, transformaram todos os habitantes do continental país em cidadãos brasileiros.
Nossos bisavós tornaram-se brasileiros sem ao menos saber que o eram. 
Entendo claramente agora porque meu pai era "gringo" e minha mãe alemã, e é porque eles realmente o eram em suas famílias.
Dessa formação de cidadãos por força de lei estamos aqui, em um país que ainda não descobriu o potencial natural e intelectual que tem. Que contenta-se com o pouco, com o quase nada e não falo somente da questão econômica, mas da questão intelectual também.
Falo que talvez ainda as raízes estejam onde pensamos que estão, mas em que a terra já não é mais nossa. Pertencemos a outro lugar.
Falta-nos amor à pátria.
Sinto-me triste quando leio que alguns brasileiros, nascidos nesta terra, dizem sentir vergonha da pátria a que pertencem.
Morei por 2 anos em terras estrangeiras e sempre me orgulhei de ser brasileira, apesar de quem nem sempre nossa imagem lá fora fosse a melhor. Morri de vergonha quando o rapaz do Post Office, ao saber que éramos brasileiros, exibiu com orgulho um livro cheio de fotos de mulheres seminuas que havia comprado no Brasil quando veio participar de um carnaval no Rio. 
Me enchi de orgulho quando um casal de médicos, também americanos, nos contaram de seus sonhos em serem missionários no Brasil e de como eles gostavam do povo brasileiro.
Independente da maioria pensar que aqui no Brasil só houvessem mulatas nuas rebolando pelas ruas ou índios canibais atrás de moitas espreitando suas presas, sempre me orgulhei de ser brasileira e de estar em outro país tendo a oportunidade de dizer-lhes que Brasil também é cultura, que aqui se lê livros ( eu pelo menos lia) e que há pianos nas igrejas e nas escolas (hj infelizmente não mais), e que temos grandes cidades e que somos formados por pessoas de muitos e muitos países, mas que cada coração desta terra pulsa como brasileiro.
Esta visão parece um tanto ingênua e pura diante de tantos escândalos políticos no nosso país. Ainda assim acredito e amo a terra em que nasci e não precisamos imitar ninguém, nem ao menos copiar esta ou aquela política.
Entendo que, neste momento de erupção brasileira, de tantas inseguranças,  há sim a necessidade de uma conversão ao cristianismo, à busca de Deus, à valorização de grandes filósofos e pensadores, de questionadores, de leitores da Bíblia e de muitos bons livros que são publicados, não só no Brasil, como em outros países também e dizermos um basta a nós mesmos, às nossas convicções baseadas em folhas jogadas ao vento, quase que sem fundamento.
Isso implica em maturidade. Implica em mudanças internas. Implica em seguir as palavras do grande mestre Jesus:"Ama a teu próximo como a ti mesmo".

O vento nos leva, 
não há cerne em nós
Pergunto àquela leva
se pararemos no pó

Somos quase filantropos
querendo subir ao topo
Nos orgulhamos de tal
como se isso fosse inaugural

Sem a busca do Caminho
Não há como achar o ninho
Só haverá em nós o transcendental
quando encontrarmos o Eternal



segunda-feira, 6 de outubro de 2014

quero



quero agora acordar
e ver o dia raiar
voltar a ver o sol brilhar
e feliz nas manhãs levantar

quero da noite o sossego
que me embala sem segredo
vivendo em sonhos e fantasias
envolta em caricias macias

quero a vida tranquila
aquela que bençãos atira
contagiando todo o lugar
na alegria de querer sempre estar

quero a viagem que nunca foi em vão
pois ela só segue por uma mão
então vou soletrando a canção
que enternece meu coração

quero com você compartilhar
da minha vida desfrutar
pela eternidade a cantar
da beleza deste teu olhar

quero teu sorriso avistar
e em teus braços me aconchegar
de teus lábios desfrutar
e com você meus sonhos realizar

quero tuas poesias conhecer
e deste suco me embeber
nas sábias palavras me entreter
e nas delícias da vida permanecer





sábado, 4 de outubro de 2014

De quem é a culpa?



De quem é a culpa? Minha?..não! nunca!..a culpa é dele, é dela, é do pai, da mãe, do “falso”amigo.  E quando não resta mais ninguém para enumerar na tentativa de resposta à acusatória pergunta, a resposta refugia-se na sociedade, em Deus ou no destino.
Porque é tão difícil para o ser humano assumir as consequências de seus próprios atos?
Indago a mim mesma, indago à justiça que estudo, indago às obras que leio.
Entendo claramente os limites do livre arbítrio. Conversava sobre isso com minha filha ontem quase na madrugada onde o cérebro parece encontrar o momento pra despejar filosofias e nela encontrei ótima companheira de profundos pensamentos e questionamentos.
Falávamos sobre escolhas, responsabilidades e livre arbítrio.
Escolhas que fazemos constantemente. Aquelas que fluem do nosso próprio caráter e que nos fazem ser diferentes, não melhores, mas questionadores da nossa própria existência e dos nossos próprios desígnios como filhos de Deus.
Consequentemente as escolhas estão agarradas e arraigadas às consequências. Não conseguimos admoestar sobre uma sem tratar da outra, tamanha ligação que as amarram.
Pequenas escolhas nos levam pelos caminhos diários da vida, mas grandes escolhas, geralmente aquelas que nos são mais difíceis mudam nossos caminhos, abrem e fecham portas, nos fazem saltar para as nuvens ou nos derrubam ao chão.
Muito bem até ai. Não há problema nenhum quando nossas escolhas nos levam por caminhos que nos deixam felizes, em que sentimos prazer pelo que fazemos e há paz no coração.
A dificuldade está em aceitar quando erramos, quando nos enganamos, quando houve um grande equívoco em nossa escolha e que as consequências nos trarão dificuldades. Talvez seja um alívio para a consciência colocar a culpa em outra pessoa  ou em qualquer outra situação. Cômodo assim? Para a grande maioria das pessoas parece que funciona bem. Mas a quem se está enganando? Aos outros ou a você mesmo? Bem pior é tentar enganar a si mesmo.
Assumir que errou, faz parte de um processo de crescimento, de auto conhecimento das próprias fraquezas e fragilidades. Entender que errou, buscar corrigir o erro – se há esta possibilidade – ou mesmo pedir perdão faz parte do amadurecimento, do entendimento que busca a perfeição, que busca bons relacionamentos, onde se constrói a confiança e principalmente,  a compreensão de si próprio.
Esbarro no livre arbítrio. Há muitas situações que fogem ao controle, em que sou simplesmente a consequência da decisão alheia. Talvez eu possa clarear:
Imagine que estou dirigindo pela estrada, dentro dos limites das leis de trânsito  e outro carro, em alta velocidade atinge o meu veículo. Não foi escolha minha bater, portanto perdi meu livre arbítrio, minha liberdade de continuar o meu caminho. No entanto, na limitação do meu livre arbítrio, posso escolher naquele momento que reação terei diante do fato. Posso descer do carro e gritar com o outro motorista,  ou posso, antes de mais nada, tentar socorrer quem estava comigo no carro, ou ainda posso ligar para o resgate.
Mesmo em situações que fogem ao meu controle, em que o livre arbítrio me foi limitado, ainda dentro destas situações eu posso escolher  o que fazer com a parca lista de possibilidades que me restou.
Escolhas feitas.  Sou responsável por elas não importa o quão limitadas elas tenham me sido apresentadas. Não posso culpar ninguém por ter escolhido A ou B a não ser a mim mesma e aprender com as consequências, quer sejam boas, quer sejam difíceis de engolir.
Enfim...filosofias de vida, de crescimentos, de quedas e do levantar-se delas.
Faz parte da caminhada, dos trilhos da vida, das alegrias e das tristezas, de boas e de más escolhas, e que neste momento, fazem parte deste Registro da vida.