terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Descobertas

"Assisto pouca tv. Talvez o correto seja dizer nada mesmo e isso faz já vários anos. A lavagem cerebral da mídia e dos programas apresentados emburrecem o espectador, que aceita sem questionar o que se diz, como se a última verdade tivesse sido dita e passa a ser absoluta.
Mas não era a mídia que me intrigava. Faz muitos anos, ou talvez a vida toda, nunca me contentei com o que me diziam. Cheguei a pensar de mim mesma que eu talvez não fosse normal, já que a curiosidade sempre me fazia questionar e buscar respostas. Sempre prestei muita atenção ao que meu pai dizia ( política, economia, partidos políticos, pessoas, enfim...) e tive fases em que concordei e outras em que discordei dele. Não só dele, mas do mundo em si. Cheguei no ponto em que eu achei que a doidice estava às minhas portas, pois eu não conseguia mais saber qual era o caminho da verdade, e em tudo o que eu lia parecia que as verdades em que outrora eu acreditara, agora estavam recheadas de mentiras. Parte das verdades eu havia vivido, então, o que eu vivi era verdade ou mentira? No que realmente eu fui ensinada a acreditar? Pra que foi mesmo que a sociedade me treinou?
Desisti...
Achei que a vida aconteceria do mesmo jeito, eu sabendo ou não.
Não me importei mais e esqueci que havia um mundo exterior e fui viver minha vida.
Mas o destino voltou a me importunar e a genética abençoada do ser autodidata voltou a me atormentar.
Parece que ela não me ouviu quando eu disse que eu já havia me cansado daquilo e que pouco me interessava a vida do planeta e a maldita política nele instaurada, que ser da teoria da conspiração era um risco, pois eu já não sabia mais qual lado é que conspirava, se o da esquerda ou o da direita, se o do céu ou do inferno.
Conversas com meu irmão inteligente (que se vivêssemos em tempos de clã, ele com certeza seria o chefe - não que os outros 3 não o sejam), me aguçaram a buscar novamente por respostas. Outras questões surgiram. Outras conversas, outros emails, outras pessoas inteligentes questionadoras pelo caminho.
Voltei a escalar o muro e buscar o que havia além dele.
Difícil no início, pois havia novas filosofias e doutrinas que só me tornaram mais confusa ainda e cada vez mais eu entendia menos.
Talvez essa confusão seja proposital pra quem busca respostas. Ninguém busca por elas enquanto suas convicções não forem provocadas.
Do outro lado do muro há sol. Consigo visualizar algumas respostas, ainda que simples sobre questões antes obscuras e incertas.
Estou quase como criança quando descobre pela primeira vez como abrir uma bala: fascinada.
Ainda estou só no primeiro doce. Há um pacote todo para ser explorado e digerido.
E isso é muito bom!"


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Leve...

 



Nas águas salgadas vou meu corpo banhar
e no sol de verão minha pele bronzear
entre dunas e piscinas caminhar
e por esta natureza me apaixonar

Nada há melhor do que descansar
e sentir que nas férias dá pra sonhar
esquecer dos duros dias de trabalho
e poder me deitar sob o orvalho

Há maravilhas a apreciar
não me canso de vislumbrar
como o Deus criador
pode desta forma me presentear

Amo o perfume das flores
o por do sol em multi cores
o cheiro da areia do mar
e a lua cheia a se mostrar

Leve como pássaros a planar
posso da vida desfrutar
e neste caminho infindável de cores
deixar pra trás todas as dores

Ando descalça pela vida
sentindo aos meus pés que há guarida
naquele que me faz amar
e por intermináveis mundos sonhar



quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

capitalismo/socialismo

" O capitalismo evidencia seu fracasso em promover um mundo mais igualitário na era pós moderna."
Não é o capitalismo que prega igualdade e sim o socialismo. O capitalismo é apenas um sistema econômico de produção, oferta e demanda (etc) diferenciado nos diversos países pela muita ou pouca interferência do Estado. O que observa-se é que nos países onde a interferência estatal é maior(países socialistas) ao contrário do que pregam, a pobreza é maior e a distribuição da renda menor. Com o crescimento do socialismo pelo mundo, observamos cada vez mais concentração de riqueza apenas para uma minoria, enquanto a grande massa, fica cada vez mais pobre, dependente e submissa ao Estado.

domingo, 18 de janeiro de 2015

desconheço o título

Como é encontrar-te novamente?
Será como o sol ao poente?
Será como a lua nascente?
Será como da primeira vez, surpreendente

O sabor da torta doce
É como o mel que a abelha trouxe
É como se você comigo embora fosse
Olhando para trás dizendo: acabou-se

Olhares fixos um no outro
Que sempre pedem mais um pouco
Enquanto o tempo reina soberano
E nos rendemos a este senhor decano

Qual a cor do mar
O que tem lá no fundo
É difícil encontrar
Um amor assim profundo

O cheiro da areia
Em meu corpo permeia
Enquanto meu coração vagueia
Sob a luz da lua cheia

Fica evidente a memória
Do tempo em que a glória
Reluziu como cristal brilhante
Típico do senhor amante

Considero como estranho
Esse amor que não tem tamanho
Com ela quero tomar banho
E comer a fruta que do pé apanho

Sem que todos fiquem a pensar
Como foi ele assim vulgar
Quero mesmo é encontrar
Refúgio naquela que me faz amar
(autor anônimo)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Sei que nada Sei

O que te faz pensar que eu sei
e que das coisas que me encantei
ainda pensas que bem sei
e no trono da certeza me assentei?

Tudo o que eu me gloriava que sabia
em sorrisos imensos de alegria
proclamava minhas certezas
na mais inocente pureza

Quando eu pensei que sabia
A intrépida realidade me dizia
que toda aquela magia
em pó se desfaria

O que pensas que eu sei?
Pois lhe digo que quando eu pensava que sabia
descobri que aquilo que querias
era o oposto do que me dizias

Em instantes minhas certezas foram ao chão
e minha mente tornou-se em confusão
como óleo que se finda no lampião
deixando penetrar a negra escuridão

Neste vai e vem da vida
em ondas que vem e vão
certezas são palavras perdidas
que reverberam no vácuo do coração

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Brilho...


Penso na alegria
e deixo de lado a nostalgia
pra que viver a tristeza
e não aproveitar do sol a beleza?

Amarguras em si toda vida tem
algumas piores que te levam além
e deixam marcas de dor
cicatrizes profundas  por falta de amor

Vejo a alegria nascer
no sorriso do amanhecer
brindado com raios de sol
mostrando fulgor no arrebol

Há flores espalhadas pelo caminho
com perfumes exalando carinho
com coração apaixonado
recebo-as todas de bom grado

Brilho no olhar daquele que ama
e que por sua presença reclama
pode a vida sempre lhe sorrir
quando decide não mais resistir

A festa da vida continua
e a felicidade com ela se insinua
mostrando que tudo pode superar
quando o amor no coração vem se instaurar



domingo, 11 de janeiro de 2015

Desalentos



Pássaro ferido
Vai como andarilho
Buscando compreensão
Sem poder sair do chão

Desistiu de voar
E neste lugar não quer mais estar
Desprendeu-se da ilusão
De alcançar a imensidão

Protegido em sua gaiola quer estar
Sem querer seu rosto levantar
Exibindo risos de alegria
Escondendo profunda melancolia

Quanto de seu amor deu
Àquele que não o acolheu
Entregando-lhe todo o seu coração
Jamais imaginando a conclusão

Quando uma flecha foi cravada em seu peito
Debruçou-se ferido sobre seu leito
Imaginando se com a mortal chaga
Haveria cumprido sua saga.

Triste fim para uma história vazia
Outrora fulgurante em sonhos de magia
Agora em pedaços ao ar
Como plumas ao vento a se espalhar.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Eu sou rebelde porque o mundo quis assim....





eu não aceito a morte
e não venham me dizer que ela faz parte do ciclo natural da vida
se assim fosse, a aceitaríamos sem o menor problema,
assim como aceitamos tantas atrocidades em nosso meio,
mas jamais a morte

Ela sinistramente interrompe o que de melhor podemos usufruir: a vida.
Não há como não sentir tristeza quando vemos descer à tumba pessoas que admiramos,
que amamos, que simpatizamos e outras tantas que nem conhecemos, mas que nos comovem pela interrupção da trajetória, marcada ou não, influente ou não...basta a vida que já não há.

Odeio a morte!
Odeio perder quem amo.
Odeio o sentimento de vazio que não consigo preencher com livros, com filmes, com amigos ou outros familiares.
Odeio a dor que ela  causa em mim.
Odeio a maldita separação, a perda, a covardia, já que contra ela é impossível lutar e sair vencedor.
Mais dia, menos dia, ela chegará, sorrindo, como quem diz: é sua vez e não adianta espernear...

Como gostaria de acordar deste pesadelo e viver.
Tantas vezes quanto pude eu disse "te amo".
Inexplicável o poder que não tenho de escolher.
Que por mais que eu quisesse me tornou inerte,
E me brindou com lágrimas  de cristal
com um gosto amargo de fel.

Confusas palavras?
Confusa é a vida
que me tira a guarida
e me deixa despida
da esperança querida.



* a birra do título é por conta da desgraça engraçada da vida que me faz sofrida sem querer que eu seja assim.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Imprescindíveis pretéritos



O inverso da vida normal
me faz viver ao contrário do habitual
onde neste momento estou
dois dias mais longe do que sou

No passado deixei os que amei
perdidos nas estradas os enterrei
e a dor me impede de avançar
pela trilha que talvez me leve a algum lugar

Gostaria de no tempo parar
para naquele momento estar
e sem dilacerar o coração 
não precisar soltar sua mão

Dois dias a mais no novo ano entrar
quando eu gostaria de voltar
não quero no tempo avançar
e a mais profunda tristeza perpetrar

O frio penetra minha alma
e congela meus sentimentos
que se pronuncia por lamentos
infringido a mim como tormentos

Ao contrário do futuro que vem
vivo o regresso daquilo que não tem
como prenúncio de juras vazias
que a dor em nada alivia.