domingo, 24 de maio de 2015

Sinto saudades...

Descobri que existe um lugar onde posso te encontrar, onde posso matar as saudades e onde posso estar contigo novamente.
Esse lugar é único e apesar de termos nos encontrarmos outras vezes lá, eu não tinha percebido o quão especial ele é.
Então agradeci a Deus porque ainda posso te encontrar ali, te ver e apesar de não termos longas conversas, às vezes nenhuma, ainda assim estou ao seu lado.
Ontem a noite eu te vi. Você com aquele jeitão sério, saindo sem dizer nada, eu pensei: "péra aí, não posso perder a oportunidade, é só aqui que eu vou te encontrar". Corri até você, encostei minha cabeça em seu peito macio, te dei o abraço mais apertado e forte que eu pude, senti seu cheiro e disse: "eu tava morrendo de saudades pai."
Você ainda ficou um pouco comigo, me abraçou também, mas devagar foi desaparecendo e eu fiquei novamente só.
Acordei...
Estou mesmo, com muita saudade pai.
Saudades de quando eu só encostava a cabeça no seu peito, enquanto você pegava a pontinha da minha orelha e víamos tv.
Minha rocha, meu amigo, meu porto seguro...
Aprender a viver só não é a melhor experiência que eu podia ter na vida, mas estou tentando ser forte, estou tentando vencer...
Volte mais vezes e terás mais abraços meus e eu terei os seus...
Saudades, profundas saudades...


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Ben Carson na visão de Luiz Carlos Prates



Isso mesmo. Ben Carson, uma grande figura, quase um mito de pessoa que, em toda sua vida buscou moldar sua vida na vontade de Deus.
Sou fã deste grande homem e da vontade de nunca desistir.
Não menos fã de sua mãe que soube conduzir os filhos de forma brilhante, não sem dificuldades, mas sabendo enfrentá-las com os pés no chão, com a realidade do dia a dia.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Gostaria...


Estava atrasada, caminhando muito rápido para o estágio.
Me encontrava completamente absorta em meus pensamentos, elaborando mentalmente os próximos passos para o meu TCC, programando meu escasso tempo de final de semana para isso e imaginando qual livro leria e como faria.
Meus passos eram quase tão rápidos quanto a profundidade dos meus pensamentos quando uma mulher, vindo em sentido contrário, próxima de uma esquina, resmunga qualquer coisa em minha direção.
Meus pensamentos antecipados imaginaram qual seria a pergunta: "será que ela queria saber onde fica a Receita Federal? - duas quadras daqui. Ou o Fórum Estadual? Talvez a própria Justiça Federal???"
Eu não a conhecia, nunca tinha visto antes. Sua aparência era de pessoa pobre, mas não maltrapilha.
Resmungou e passou a mão na barriga e meus olhos acompanharam aquele trejeito.
Eu não entendi o que ela disse.
Questionei:
- Como é que é?
Ela, em voz baixa, quase inaudível, repete o resmungo:
- Você tem algum trocadinho para mim comprar um lanche que ainda não almocei?
Respondi automaticamente que não e segui na mesma velocidade em que estava antes.
Meu cérebro demorou uns 5 passos pra absorver o que havia acontecido naqueles poucos segundos: "ela está com fome e eu acabei de almoçar. Putz, coitada".
Voltei-me, procurando por ela.
Pensei: "Não tenho dinheiro pra dar, mas posso dar a maçã que eu tenho na bolsa, meu lanche da tarde".
Voltei mais 2 passos e não vi mais a mulher, que havia desaparecido depois da esquina.
Me senti mal.
Meus pensamentos já não eram mais sobre meu TCC e sobre a imensidão de livros que teria que escolher para ler no final de semana, mas na minha insensibilidade em não ter ajudado aquela mulher.
Continuei meu caminho conversando com Deus e sobre minha dificuldade em não conseguir dar uma resposta rápida e positiva numa situação como esta.
Eu poderia ter lembrado da maçã...
Gostaria de ser melhor, de ter um sentimento mais ameno, mais agradável e por que não dizer, mais cristão quando se trata de ajudar aos outros.
A única coisa que me traz um pouco de alívio é que, se naquele momento ela tivesse perguntado meu nome, eu teria tido dificuldade em responder.

domingo, 3 de maio de 2015

Pai amor

Sempre gostamos de milho verde em casa.
Lembro-me que desde que eu era pequena (menor do que sou), meu pai plantava milho e no verão tínhamos milho verde pra comer. Lembro também que ele sempre preferia as mais maduras, aquelas com os grãos mais amarelados e mais duros enquanto nós, crianças, preferíamos aquelas mais novinhas, com os grãozinhos bem molinhos e novinhos, tão novinhos que era possível comer a ponta do sabugo de tão macio que era.
Observava meu pai comendo aqueles grãos duros, mastigando com força e o imaginava um herói e como seus dentes eram fortes pra comer o milho mais velho.
Quando me tornei adulta, experimentei ser como meu pai. Comia também os milhos mais amarelados e me imaginava forte como ele, mas aquilo não me deixava totalmente feliz: eu ainda preferia, assim como quando criança, o milho mais novinho, mais macio, aquele em que havia mais caldinho pra chupar depois de comido os grãos.
Poucos anos atrás, na casa de meu pai, fizemos milho verde pra comer. Depois de colocar a travessa na mesa, minha filha foi pegar um milho daqueles mais velhos, mais amarelos e eu disse a ela:
- Não filha, deixa este pro nono que é o que ele mais gosta.
Meu pai, ao contrário, pegou um bem macio, e com cara de sem graça me disse:
-Não, eu gosto destes (os bem macios e novinhos).
Eu não entendi. Então ele encabulado me explicou:
- Eu comia os mais velhos pra deixar os novinhos e macios pra vocês.
Permaneci olhando para meu pai. Naquele momento, minha concepção foi melhorada para uma muito maior, muito melhor: a de pai amor.