terça-feira, 28 de abril de 2015

Navegando...


Estava eu navegando pelo mar
encantada com melodias a cantar
quando em meu barco socorri quem estava a naufragar
e em meu braços aqueci aquela alma que estava a chorar

Quando do trauma se recuperou
logo meu barco abandonou
e seguiu por trilhas outrora conhecidas
agradecendo-me então pela guarida

Aportei naquela tranquila cidade
Esperando sempre por alguma novidade
Mas em terremotos de aflição
tornou-se meu pobre coração

Desejei muitas vezes o porto abandonar
pois ali nada me instava a ficar
o frio do inverno começava a chegar
e em gelo a água passava a se tornar

Não havia mais primavera 
nem verão, naquela terra
os pássaros cessaram o seu canto
o dia em noite tornou-se em pranto

Terra esquisita, lugar sombrio
aquelas noites me faziam sentir calafrio
Senti medo e me encontrei em plena solidão
por onde anda quem roubou meu coração?

Em terras distantes vou me aventurar
meu barco é forte e vou este mar desbravar
pelo mundo muitas voltas vou girar
e naquele país prometido vou atracar

Em rosas vermelhas meu jardim vai se tornar
e o perfume das diversas orquídeas vai se espalhar
em um porto magnífico de sol viverei
e em suas águas serenas meu corpo banharei




quinta-feira, 16 de abril de 2015

convicções

O resultado para quando encontramos oposição ao que dizemos/pensamos terminará ou em revermos nossa posição ou em reafirmá-las mais convictamente. Resta para ambas, uma profunda análise.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Ilhas Faroe e algumas considerações mais humanas


Sou vegetariana, na verdade, ovolactovegetariana e nos diferenciamos dos veganos na filosofia e motivações(não significa que não concordamos), porém somos completamente iguais em um ponto: não comemos carne. 
Isto posto, gostaria de tecer algumas considerações sobre o programa de ontem a noite, da participação do "Não conta lá em Casa" na Mostra de Cinema promovida pelo Direito/UNOESC:

A primeira delas seria a respeito das reações provocadas nos alunos de direito pelas imagens da matança das baleias nas Ilhas Faroe. Digo que acusar aquelas pessoas de assassinas é talvez um argumento um tanto impensado, já que o Brasil é um grande consumidor de alimentos cárneos e o sangue que há nas mãos daqueles baleeiros é o mesmo que há nas mãos de cada carnívoro com a única diferença de que eles o fazem e nós pagamos para fazer. Ou seja, enquanto no seu prato de porcelana frigi um bife quentinho ou um filé de frango, lembre-se da morte das baleias que tanto o atormentou e a reação de repulsa será a mesma.

2º. A maior produção de grãos do Brasil é direcionada para a alimentação dos animais. Cerca de 52% ou 53% dos antibióticos produzidos no mundo são para uso animal. 29% da Floresta Amazônica foi derrubada em 2013 para ser transformada em pastagens ou para plantação de soja com o destino já mencionado acima. Nunca houve no mundo uma tão grande produção de alimentos e por outro lado nunca houve tanta FOME na Terra. Alguma coisa está errada, não?

3º e não menos importante, mas para mim, o mais profundo dos 3 tópicos que estou analisando, e vou partir de uma experiência pessoal: alguns semestres atrás, estava eu em uma aula (evitarei citar matéria/professor/turma - por motivos óbvios), e o professor perguntou para as meninas quantas fariam aborto no caso de uma gravidez indesejada. Havia na sala umas 25 meninas, e para meu desespero, 8 ou 9 levantaram a mão afirmando que sem qualquer problema fariam um aborto. Traço aqui um paralelo com o assunto que estou tratando: se um ser humano é capaz de matar seu próprio filho, aquele que acabou de gerar, que é sangue do seu sangue ( não falo de matar um desconhecido, de financiar uma guerra ou qualquer outra forma de assassinato em que não se suje as mãos de sangue), falo de um ser humano gerado de si próprio, se uma pessoa é capaz de tal atrocidade, será que irá se importar com algum outro ser vivo? com algum animal? A resposta  óbvia seria que não, apesar de que, para surpresa, pode-se ouvir um grande "sim, eu me importo com os animais e jamais mataria qualquer um deles"! Vejo total hipocrisia ou será que isso é inversão de valores? Talvez o poste fazendo xixi no cachorro? Não sei... Mas neste ponto discordo completamente dos veganos quando dizem que evoluímos, que já superamos a fase de precisar matar para viver. O mundo evoluiu em tecnologia, em comunicação, em poder atravessar o planeta em poucas horas e em outras milhares de coisas,  mas em amor, em sensibilidade, em empatia, em valores de preservação à vida,  com certeza, nestes quesitos involuímos e muito. Se nossos antepassados pudessem nos olhar, sentiriam vergonha da sociedade que estamos produzindo.


* o vídeo pode ser assistido em <http://globosatplay.globo.com/multishow/v/3738985/> ou <http://www.televideoteca.com.br/multishow/nao-conta-la-em-casa#_=_>
Veja ainda:
<http://vista-se.com.br/brasil-mata-um-boi-um-porco-e-166-frangos-por-segundo/>

sábado, 11 de abril de 2015

Por do Sol


Sempre momentos em família são bons. Rever primos, primas, tios e tias e saber que se pertence a um "clã" é muito bom. Inesquecíveis momentos, muitas risadas, muitas conversas, mas em todas as reuniões de família, o que nunca falta são os cultos. Já sou a 4ª geração da família Dorl e a 3ª da família Zielack de guardadores do sábado, dos cultos neste dia, mas o mais gostoso mesmo são os cultos de por do sol, onde nos reunimos para agradecer a Deus por mais um dia e festejamos e celebramos o Deus que amamos e adoramos. Cantamos, lemos a Bíblia e oramos. Momentos realmente de união e que são marca registrada de uma família que ama a Deus.
Aqui, em Grafunda, um dos meus lugares preferidos.