domingo, 7 de setembro de 2014

Legados

Alguns pensamentos são estranhamente estranhos...redundância? Não...
Tenho feito aula de Direito Previdenciário e em vários momentos já me peguei pensando em como seria bom se meu pai estivesse por perto pra me ajudar. Ele era muito inteligente, sabia muito, conhecia demais e era um mestre em previdenciário. Muitas vezes quando eu tinha dúvidas em alguma matéria eu perguntava a ele e não só uma vez disse-lhe que ele poderia ser advogado sem nunca ter cursado direito.

Essa experiência tem me feito pensar sobre mim mesma. No que sou realmente boa? O que faço de melhor? Qual o legado que deixarei para os meus filhos?

 Penso na música. Não sou uma concertista, mas acho que toco razoavelmente. Acho que sou uma boa professora, mas o que me incomoda é que quando as pessoas se vão, levam consigo todo o seu conhecimento e muitas vezes isso acaba sem ser passado para os outros, não por culpa delas, mas simplesmente porque a vida se vai tão depressa que não há tempo para legados. Assim como comigo mesma, sobre o que sei e o que conheço, o que aprendi, métodos que eu mesma desenvolvi, teorias que criei... Pra quem ficará tudo isso? ( a princípio para os vermes...)

Pensamentos mórbidos para alguém que pensa em chegar perto dos 100 anos...hehehehe...pura vaidade!!

Todos somos seres inteligentes, com capacidade e talentos surpreendentes. Há um legado para deixar para quem está próximo de nós. Não falo de bens materiais, mas daquilo que há de melhor em nós e de nós.
Bom, já comecei: escrevi a especialidade de música e postei aqui no blog. Não é grandes coisas, mas é um começo. Quem sabe eu escreva outras coisas e que talvez ajude alguém.

Mas enfim, que minha herança possa ser o meu melhor, o melhor do meu conhecimento, da minha parca sabedoria e tudo regado com o melhor do meu amor.


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