Se eu pudesse te contaria da brisa que sopra mansa
Da névoa branca que envolve as montanhas em sua dança
Contaria do frio que chega devagar
e do ar gelado que faz tremer meu respirar
Da névoa branca que envolve as montanhas em sua dança
Contaria do frio que chega devagar
e do ar gelado que faz tremer meu respirar
Descreveria as minhas lutas e as minhas vitórias
E os dias de júbilo em que vivo na glória
Das horas gastas em busca de sonhos
Das horas gastas em busca de sonhos
Do cair, do levantar, e do atrelar neles
meus ganhos
Se eu pudesse, em teus braços descansaria
Sentiria que o triunfo certamente
eu alcançaria
Pensaria que basta um caminho florido
completo, repleto, próprio do ombro amigo.
Pensaria que basta um caminho florido
completo, repleto, próprio do ombro amigo.
Conjecturaria sobre o trajeto, inesquecível depois que passa
Sendo íngreme, longo, com descansos em
grama escassa
Não me deixariam esquecer que há sol em
cada amanhecer
E que mesmo vindo a chuva, nela meu corpo
iria rejuvenescer
A noite vem e a saudade agora entra em meu
coração, sem bater
Recosto a cabeça em meu travesseiro e crio
cenas até adormecer
Em sonhos vivo o impossível, mas verossímil amor
Ludibriada por beijos de ternura, moldada por doce resplendor
Eis que sonhos virão fortes como a vida o é
E por certo eles se realização, pois vivo neles com fé
Em sonhos vivo o impossível, mas verossímil amor
Ludibriada por beijos de ternura, moldada por doce resplendor
Eis que sonhos virão fortes como a vida o é
E por certo eles se realização, pois vivo neles com fé
A alegria permanece no bater do coração
E nela subsisto vencendo a escuridão
Porém, se eu pudesse...
Iniciaria contando da brisa, do frio, da fé...
Ah!! Se eu pudesse...
