terça-feira, 28 de julho de 2015

Se eu pudesse...



Se eu pudesse te contaria da brisa que sopra mansa
Da névoa branca que envolve as montanhas em sua dança
Contaria do frio que chega devagar
e do ar gelado que faz tremer meu respirar

Descreveria as minhas lutas e as minhas vitórias
E os dias de júbilo em que vivo na glória
Das horas gastas em busca de sonhos
Do cair, do levantar, e do atrelar neles meus ganhos

Se eu pudesse, em teus braços descansaria
Sentiria que o triunfo certamente eu alcançaria
Pensaria que basta um caminho florido
completo, repleto, próprio do ombro amigo.

Conjecturaria sobre o trajeto, inesquecível depois que passa
Sendo íngreme, longo, com descansos em grama escassa
Não me deixariam esquecer que há sol em cada amanhecer
E que mesmo vindo a chuva, nela meu corpo iria rejuvenescer

A noite vem e a saudade agora entra em meu coração, sem bater
Recosto a cabeça em meu travesseiro e crio cenas até adormecer
Em sonhos vivo o impossível, mas verossímil amor
Ludibriada por beijos de ternura, moldada por doce resplendor

Eis que sonhos virão fortes como a vida o é
E por certo eles se realização, pois vivo neles com fé
A alegria permanece no bater do coração
E nela subsisto vencendo a escuridão

Porém, se eu pudesse...
Iniciaria contando da brisa, do frio, da fé...
Ah!! Se eu pudesse...

domingo, 19 de julho de 2015

uma vitória de cada vez....

" eu vou, eu vou...
pra segunda fase eu vou...
eu vou eu vou...
eu vou...pra segunda fase eu vou..."

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Pequena reflexão sobre a política criminal brasileira


A política criminal brasileira tem-se mostrado ineficaz quanto à recuperação e ressocialização de presos ou mesmo daqueles que cometem atos ilícitos, dada a grande reincidência dos criminosos. Ineficaz porque não alcança os seus propósitos e as condições prisionais brasileiras não favorecem para que isto aconteça.
Os mecanismos de controle dos crimes deveriam ser direcionados para a base, para o início da formação do cidadão, observados a educação escolar, familiar, prezando, sobretudo para a construção de um caráter digno de se viver em sociedade de forma harmoniosa com os princípios éticos que a regem.
Em se falhando nestes itens e havendo cometimento de crimes, estes deveriam, ao mesmo tempo em que se estabelece penas mais duras, concomitantemente a elas, que o indivíduo passe por um processo de reeducação. Não se pode mudar uma conduta apenas com penas e sanções. A mudança de comportamento deve ser estimulada no apenado, buscando que ele entenda o caráter do ilícito cometido por ele e a compreensão de que os atos criminosos por ele não são aceitos pela sociedade. A mudança de comportamento, estimulada por meios externos, como a  educação, deve ser compreendida e a partir disso, que o indivíduo requeira mudança nele mesmo. Este crescimento interno e intelectual dá-se pela educação, principalmente pela leitura de livros próprios, onde o apenado, através da introspecção e análise própria possa concluir que existe condições de mudança se ele quiser. Os índices mostram que a maior parte dos apenados tem baixa escolaridade, o que reforça a tese da educação.
Sobre penas mais duras, há nítida demonstração do Estado em se afastar e evitar a punição. Algumas penas são tão inócuas que não evitam nem por medo ou constrangimento a reincidência, como se sofrer um processo crime e ser condenado fosse apenas parte do jogo. A pena privativa de liberdade tem mostrado que não traz solução, ademais as penas alternativas também são brandas demais e não há fiscalização suficiente para acompanhar se as mesmas estão sendo cumpridas ou trazendo os resultados esperados. Ainda, se o Estado não deseja punir, então ao menos deveria deixar que a sociedade se defendesse por si própria, o que já seria outra grande discussão.
Há grande necessidade de mudanças e soluções eficazes. Quem sabe iniciando por se ter realmente uma política criminal nacional, com estruturas filosóficas formadas, com um cerne que a ampare, com legisladores comprometidos com a sociedade e o bem estar da mesma, o que inclui os encarcerados.