domingo, 29 de março de 2015

Ivan Jarnović - Concerto


(Ivan Jarnović
Concerto for violin and orchestra in A major, Nr. 14
(1747-1804))

Os presentes dados por Deus
não podem ser valorados
seja do filho o abraço apertado
seja a garoa fria que desce agora dos céus

Ouvir música como esta
logo cedo, enche meu coração de festa
que magníficas notas soadas pelos instrumentos
afastando do dia qualquer lamento

Fecho meus olhos e deixo esta música me levar
e em encantos de belezas faz meu coração mais forte pulsar
amo a música barroca e os belos sentimentos que ela traz
como se a genética a mim estivesse a puxar 
em centenas de anos para trás

Deixo-me levar por esta melodia sem par
e em belos lugares passo a me encontrar
como se eu não pertencesse a este lugar
e parte da música passo a me tornar

Não deixe a melodia parar
não troque a harmonia de lugar
quero para sempre aqui ficar
e ser eu mesma a música que está a tocar



quinta-feira, 26 de março de 2015

Inspiração outonal







o coração leve vagando pelo ar
sente-se feliz bailando a cantar
aquela melodia outrora perdida
nos caminhos da vida onde não havia guarida

cada manhã desfrutando de sua singeleza
com pássaros a cantar mostrando sua beleza
sentindo entrar no peito o ar fresco outonal 
observando flores com seu perfume matinal

o sentido que traz a existência
mostra lugares e pessoas em suas diferenças
ora trazendo alegria e amor
ora mostrando que há crescimento na dor

onde está o sentido da vida
perguntava eu completamente absorvida
em funestos pensamentos 
que só traziam desalentos

um dia o sol voltará a brilhar
já dizia aquele que o caminho esteve a trilhar
outrora negro como a escuridão
agora reluzente como sol de verão

observando a existência da minha janela
abro a porta para a alegria que quer entrar nela
e percebo a felicidade por todo o universo
exaltada sem medo, em prosa e verso

quero deste ar respirar
e todas as manhãs dele poder desfrutar
e assim em felizes dias viver
celebrando o amor em cada amanhecer




domingo, 22 de março de 2015

desalentos...


eu sei que a morte irá acontecer
antes que eu possa ver o alvorecer
não verei novamente o brilho da luz
desde que me foi dada esta cruz

as palavras parecem ser sinceras
mas modificam-se em diferentes esferas
ora incrustadas pela fé em Deus, 
outras baseadas no amor pelos seus

o resultado para este exame é sempre igual
tristeza no meu olhar semelhantemente fatal
busco a cada dia vencer esta dor
e este caudaloso rio transpor

quero enfim ao outro lado chegar
e com as maravilhas do céu me deliciar
ainda lá lembrarei do olhar
daquele que em promessa disse me amar




quinta-feira, 19 de março de 2015

amor eterno




Sentei-me no banco da praça
Era inverno e não havia muita graça
Meus olhos às copas das árvores se elevaram
Mas foi no pequeno jardim que eles pararam

Havia ali uma pequena flor
Bela e com suave odor
Ao contemplá-la percebi nela um certo dulçor
E meu coração foi tomado por imenso amor

Veio a primavera

Iniciou-se o verão

O outono em suave atmosfera.

Ciclos de estações a me enternecer
Ainda estou no banco sem entender
Pacientemente esperando para ver
Novamente a flor que irá nascer

Ano após outro se passou
E a idade avançada chegou
A bela flor que outrora murchou
Ainda seu brilho não voltou

Esperarei por ela até meus dias findar
Pois por ela vale a pena aguardar
Não houve jamais aqui nesta terra
Fulgor semelhante ao dela.

Em dia perfumado o sol raiou
E a flor vigorosamente desabrochou
No banco, não há ninguém ali
Pois na sepultura ela está a dormir
E da bela flor, não pode o perfume novamente sentir