sábado, 31 de maio de 2014

HOJE





A chuva cai lá fora
E molha...
E no interior do lar
O aquecimento vem amornar...
E a música bela
Encanta a cidadela...
E em silêncio ora
Refletindo a aurora...
E o abraço estreito
É sempre perfeito...
E há risos com a linhagem
Que está só de passagem...
E há caminhos de calma
No fundo da alma...
E nos trilhos do Senhor
Encontro sempre louvor...
E quando vejo a história
Percebo a trajetória...
E sigo a vida destemida
Nunca pensando na despedida...





sábado, 24 de maio de 2014

O Presente...

Hoje ganhei da minha filha um presente: uma Bíblia. Era hora do culto de por do sol. Eu disse que onde eu a abrisse, postaria aqui no meu blog.
Pois bem...eis o que li:
     
O lábios dele são como vinho - os beijos do meu amado
escorrem dos lábios dele para os meus.
Eu sou do meu amado.
 Ele me deseja com todo o seu ser. Sou tudo para ele!
Venha meu amado
vamos caminhar por belas paradas.
Vamos achar a mais romântica pousada!
Lá dormiremos e logo cedo ouviremos o canto dos pássaros.
Sairemos à procura de flores que desabrocham, 
admirando a beleza das mais exóticas flores, e a perfeição de seus frutos.
Ali me entregarei plenamente a você!
Eu lhe darei todo o meu amor!

Cantares 7: 9-13




domingo, 18 de maio de 2014

Teus beijos... Meus beijos...





Eu te beijo
Planando no firmamento
Com todo meu sentimento
Sendo o amor o fundamento

Eu te beijo
Sabendo que será singular
Aquele que não se pode esperar
E que num minuto irá me adular

Eu te beijo
Sempre querendo mais
Que não termine jamais
E repetir nunca é demais

Eu te beijo
Porque eu te amo
Porque só por ti eu clamo
E a ninguém mais reclamo

Eu te beijo
Porque sou tua
Porque minha vida congratula
Pelo amor que em ti saúda

Eu te beijo
Como se fosse o último beijo
Com meu corpo enlouquecendo
E minha mente entorpecendo

Em teus lábios encostar
E o mais puro amor encontrar
Só em ti posso descansar
E em teu amor meu ser agasalhar


 

sábado, 17 de maio de 2014

Hora de Ir...





Eu sabia que ela iria chegar
Tentei buscar paz em outro lugar
Ela me dizia que não havia mais para onde ir
E que chegara a hora de partir

Clamei para ele ficar
Mas logo em seu olhar
Compreendi que a hora havia de chegar
E em seus olhos pude mergulhar

Não quis compreender
Mas no profundo do meu ser
Senti a fé desvanecer
E com ela a esperança morrer

Pranteei...
Desesperei...
Fugi...
Adormeci...

Logo ao dia raiar
Acordo com a campainha a tocar
No celular a chamar
Meu coração forte a pulsar

A mais temida notícia chegava
E nada me consolava
Junto minha vida tirava
Quando ao túmulo meu pai baixava

A vida segue sem ele
Mas o lugar permanece dele
Em meu coração reina a solidão
Da falta de meu grande amigão!



sexta-feira, 16 de maio de 2014

Sinto saudades...




Gostaria do tudo, da paz e do sossego de criança.
Sinto falta dos sonhos e a incerteza do amanhã me consome...
Complicado mudar o destino e dizem que ele está em minhas mãos...
olho para elas e as vejo vazias, destituídas de poder...
Há um sentimento de que hoje será o melhor dia...
Nuvens densas cobrem o céu...significa um dia ruim?
não...significa que vai chover...só isso...
Chuva é bom e dias como hoje me remetem aos meus 8 anos, andando pela chuva e de como eu tinha capacidade de me molhar até os joelhos mesmo com guarda chuva.
A música toca, o sono bate e não vou dormir...
Penso em tantos sonhos, em tantas coisas que ainda quero realizar...
Penso que eles são como as estrelas: existem, as vejo, mas não as posso tocar.
Sinto saudades do pai...sinto saudades do abraço macio e do colo consolador.
Sinto saudades das palavras amigas, dos conselhos, das longas conversas, do amor e do carinho que ele tinha por mim...
A maior bênção recebida : "você tem um coração bom". Não poderia ter recebido herança melhor...
Sinto saudades do amor. Saudades da esperança...saudades de pertencer...
A chuva traz o frio...o abraço intenso, a coberta macia e o arco-íris no céu...
Brilham tantas cores...contraste com o céu cinzento, assim como a vida:
Vida contraditória, de entradas e saídas, de esperanças e desesperanças, de sonhos e de incertezas, de vida e de morte.
Acordar/dormir. Morrer/viver...contradições constantes...
Saudades de poesias vibrantes de sonhos enlouquecedores, da força que ora padece.
Falta a conclusão que nem a morte pode alcançar...
E o caminho incerto, a rua sem saída, o escuro da noite ainda se fazem presentes até que o dia raie...ou não.