A brisa soprava mansa
Brincando como criança
Enquanto a manhã clara e quente
Tornava o inverno complacente
Empenhados em uma façanha
Decidimos sair a passear
E do alto da montanha
A cidade fomos apreciar
O rio cortando o vale
E nada há que a sua beleza iguale
Altos edifícios erguendo-se ao céu
Competindo com montanhas um troféu
A sedutora cidade
Eleva-se com austeridade
E rapidamente empobrece
A mata nativa que fenece
O potreiro queimado pela geada
Com exuberantes araucárias resistentes
Veem-se limitadas pela calçada
Que avança com seu contingente
Antigas estrebarias escurecidas pelo tempo
Contemplam assombradas o movimento
De mansões que se erguem a cada dia
Revelando a nova anatomia
Apesar da bela cidade
E de toda esta ambiguidade
Me encanta o refúgio da natureza
Que com simplicidade mostra sua beleza
No silencio da pradaria
Esqueço-me da nostalgia
E em meio à calmaria
Escrevo uma pequena poesia:
“A música a entoar
Melodias que me fazem lembrar
Que há paz em algum lugar
E é pra lá que eu quero voar”
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