terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Livros

Vasculhando a biblioteca do meu pai descobri a diversidade de livros e revistas que meu pai tinha.
Ele sempre foi um bom leitor e lembro que quando eu ainda era bem pequena ele já trazia pra casa livros para que eu e meu irmão preenchêssemos e lêssemos e assim aumentássemos nossos conhecimentos. Sempre havia outros livros de escola em casa que não eram os nossos, mas aqueles que meu pai comprava pra acrescentar nosso conhecimento.
Lembro que ainda adolescente eu já tinha lido toda a coleção de anos que ele tinha da revista Seleções.
Encontrei hoje todo tipo de livros e títulos, desde o "Contrato Social" de Rousseau, até livros sobre cuidado com abelhas e poda de árvores, passando por livros de boa conduta e de fé cristã, infantis, administrativos, de leis trabalhistas, de gramática inglesa, francesa e espanhola e de música. Os livros fazem parte da história de nações, de vidas e marcam no tempo.
Livros fazem a diferença em nossa vida.
Gosto de leitura e de livros. Acho que tive um bom professor.


sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Deus no comando

Em novembro de 2018 eu me sentia bem, feliz e forte depois de tantas tormentas em minha vida. O sol havia voltado a brilhar e decidi com meus filhos que aquele seria nosso melhor Natal. A casa ficou muito iluminada e nós 3 estávamos muito felizes.
Contudo, no dia 22 de dezembro (dia do meu aniversário) minha filha fez um ultrassom de tireoide, pois ela estava um pouco saliente e imaginávamos ser uma tireoidite, já que em exames rotineiros nunca foram encontrados transtornos nos hormônios T3 e T4.
Naquele fim de tarde, com o resultado em mãos, minha filha, com olhar preocupado,  disse que as notícias não eram boas: havia forte suspeita de ser câncer.
Após vários tratamentos, alguns deles um tanto desgastantes, ela foi convencida a fazer a PAAF. Escolheu um médico de sua confiança e eu entrei junto na sala de exames. Devo dizer que ela odeia agulhas e mesmo pra tomar vacinas ou fazer um hemograma, ela fica muito nervosa e muitas vezes passa mal.
Naquela tarde chuvosa (quando não chove nessa região?), entramos em uma sala apertada onde o médico a posicionou para o exame. Não haveria problema nenhum eu assistir um exame daqueles, se não fosse em minha filha. Na primeira perfuração da agulha, guiada por ultrassom, o sangue jorrou abundante, como se fosse uma bolha explodindo. Após essa primeira incisão, seguiram-se mais duas, não com menos dor e tensão. Na última, eu já estava passando mal de tristeza e dor vendo minha filhinha ter que passar por aquele procedimento, e ela com coragem superando a si mesma.
A confirmação do câncer veio e pela primeira vez vi minha filha chateada e triste, mas não desanimada.
A cirurgia foi realizada dia 29 de outubro. Aguardamos ansiosos pelo fim da cirurgia e por notícias. Depois de algumas horas de espera o médico, Dr. Sergio Ferreira, vem ao nosso encontro e com um sorriso enorme no rosto disse que a cirurgia tinha sido um sucesso, de que não precisou retirar as paratireoides e que os linfonodos estavam ok.
Durante os próximos 10 dias vi minha filha reviver. Apesar da dificuldade para falar e engolir, ela fazia piada de tudo. Ela nem podia rir, segurava o pescoço e o peito pra sentir menos dor, mas a risada fluía nela como há anos eu não via.  Fiquei muito feliz por ela voltar a sorrir e principalmente por voltar a sonhar. Fez planos, me mostrou fotos e andava alegremente por todos os lugares.
Decidiu voltar pra Joaçaba: ela estava bem, estava confiante, queria logo um emprego e seguir sua vida.
Na quinta-feira, dia 07 de novembro ela teve consulta com seu médico. Receberia os resultados da biópsia, faria uma radioiodoterapia em janeiro somente para prevenção e eliminação de qualquer resquício de células cancerosas e pronto, tudo estaria acabado com um belo final feliz.
Parece que as coisas não acontecem exatamente como sonhamos, e dos 4 linfonodos retirados para biópsia, 2 já estavam infectados.
Metástase não é uma palavra muito boa de se ouvir e o significado dela cheira morte.
O sorriso acabou, a preocupação voltou exponenciada e regada a muitas, mas muitas lágrimas mesmo.
Apesar da risada ter acabado, ela está otimista: imagina mãe, é só uma metástase, isso se resolve muito fácil.
Ela voltou pra Joaçaba, queria ver os amigos.
Daqui alguns minutos viajo a Florianópolis pra ficar final de semana com minha mãe que se recupera de uma cirurgia e várias complicações de saúde. Na na quarta retorno pra Floripa com a Dannie para consulta na clinica que fará a radioiodoterapia.
Busco forças em Deus, pois a carga é pesada demais para mim, e se Ele não me carregar, não conseguirei avançar.







sábado, 28 de setembro de 2019

Hebreus 12 1 - 3



Tenho enfrentado dificuldades nestas 2 últimas semanas. 
Minha filha está comigo. Veio para exames e posterior cirurgia.
Eu pensava já estar preparada para o que estava por vir. Mas não é bem assim.
Entrei com ela na sala para a realização da punção. Eu me sentia forte e estava ali ao lado da minha filha para apoiá-la e mostrar que venceríamos aquela etapa sem danos maiores. Mas quando vi a agulha entrando no pescoço dela, e todo aquele sangue jorrando, as forças definharam rapidamente. Alguém estava furando o pescoço da minha filhinha, deitada ali naquela cama de exames, quietinha, enquanto o médico com todo o cuidado tentava coletar o material para aquele exame. Observei o cuidado que ele teve em colocar aquele material nas lâminas de vidro. Mais uma incisão e eu com meus olhos colados na tela do computador por onde o médico guiava a agulha para mais uma coleta. Quando pela terceira vez o procedimento se repetiria, eu não suportei mais olhar, me afastei e virei de costas para que minha filha naquele momento não percebesse minha fragilidade e minha angústia por vê-la naquela situação, sentindo dor e não podendo fazer nada a não ser suportar.
Desde então, tenho feito tudo o que posso para acelerar o restante do processo: a cirurgia. 
Apesar da certeza de que tudo dará certo, de que não haverá maiores sequelas além das já previstas, é minha menininha, meu bebê que está ali, prematuramente com uma doença cruel, agora como nunca dantes, se tornou minha dor. 
Como gostaria de protegê-la para que ela não precisasse passar por isso!
Não tenho outra opção a não ser ir em frente e agradecer a Deus por não ser pior e por haver solução.
Enfim, Paulo em Hebreus 12:3 me chama para outra realidade e me diz com convicção: "considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos".
Deus tem uma lição para me ensinar com toda essa situação e preciso aprendê-la.
Peço que Deus cuide da minha filha e me dê forças para que ela possa sentir em mim a segurança e sabedoria que se espera de uma mãe.



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sábado, 3 de agosto de 2019

Te apresento meu pai

No mês de maio, tão logo terminou a apresentação do dia das mães, iniciamos os ensaios da música para o clip do dia dos pais.
Foram muitos ensaios, seleção de vozes, grupos de gravação, horas e mais horas de estúdio.
As crianças foram formidáveis, pois mesmo cansadas continuavam e se esforçaram muito para que a gravação fosse um sucesso.
Depois do estúdio, a gravação das imagens, o que nos custou um domingo todo de trabalho, iniciando as 7 da manhã e encerrando quando o sol se punha e já não havia luz suficiente para mais imagens.
Em todos esses momentos vinham a minha mente lembranças de meu pai, mas que eram rapidamente colocadas de lado para que o trabalho pudesse continuar e para que eu pudesse me concentrar nos detalhes e não deixar passar nada para que no momento da edição das imagens nada ficasse falho.
Havia uma equipe trabalhando e isso fazia também com que a mente sempre estivesse ocupada conversando sobre o melhor a ser feito.
O clip ficou pronto. Me emocionei assistindo.
Lançamos 1 mês antes do dia dos pais para que aqueles que quisessem, poderiam usar a música em suas igrejas ou escolas.
Quinta-feira(01) fizemos o lançamento do clip junto com o coral Kids em uma transmissão ao vivo pelo instagram.
Mas o dia dos pais se aproxima e não posso impedir que o tempo siga seu caminho e me obrigo a enfrentá-lo.
Pensar em meu pai me enche de saudades e ao mesmo tempo em que parece que foi ontem que tudo aconteceu, por outro lado parece que faz séculos que o passado ficou pra trás e que entrei em uma rotina totalmente diferente e a vida segue em ritmo super acelerado e não me parece ter sido assim anteriormente.
Cheguei aqui em Janeiro. Parece que já vivi toda uma vida aqui.
Vejo fotos do meu pai e parecem antigas, gostaria de dizer para ele que as roupas dele poderiam ser renovadas e que já não estão mais tanto na moda, mas isso não é mais possível.
O silêncio da casa me fez reencontrar minhas playlists do Youtube e ouvir músicas que há anos eu não ouvia e assim retorno a 2009, 2010, e chego em 2012, quando a morte bateu forte na minha cara e me nocauteou, e no processo de recuperação deixei muitas coisas para traz, decidi seguir sozinha, muito embora forçadamente, mas não tive outra opção. Acredito que faz parte da vida e decidi não brigar mais com ela.
Fiz as pazes com Deus e talvez meu processo de conversão devesse ter que passar por toda essa dor.
Meu pai, meu melhor amigo. Quantas saudades.
Teria tanto pra conversar e tantas perguntas pra fazer.
Mudei, amadureci.
Talvez a idade esteja me tornando assim e como gostaria de retornar ao passado e perguntar coisas, e ter conversas mais longas ainda do que as que tínhamos.
Eu detestava política e esse assunto não fazia parte de nossas conversas, até porque eu era totalmente analfabeta nesse assunto e meu pai não queria nos envolver naquilo que ele entendia de mais perigoso para qualquer um de seus filhos. Sempre entendi isso como proteção, mesmo quando meu tio, Deputado Agostinho Mignoni insistia para que meu pai permitisse que o W. entrasse na política. Acho que meu pai queria nos preservar.
Hoje teríamos longas conversas e eu lhe pediria pra clarear minha mente sobre aqueles momentos políticos conturbados da década de 50 e 60.
Contudo, o passado não volta e as respostas que quero jamais serão ditas.
A tia Oliva faleceu alguns meses atrás. Lembro que quando o tio Olivo faleceu logo depois do meu pai, eu fui abraçá-la. Eu precisava de um abraço de um Mignoni o mais próximo de meu pai. Na realidade, eu queria um abraço do meu pai através dela. Abracei ela com força, buscando no acolhimento dela o meu pai. Acho que foi uma das coisas mais frustrantes que fiz. Apesar de ser uma Mignoni, minha tia não era meu pai e o abraço dela não era o dele.
Coisas estúpidas, mas que um coração dolorido é capaz de fazer.
Anos já se passaram. A vida seguiu por caminhos inimagináveis até aqui.
Eu não planejei por isso, mas tenho certeza de que Deus me preparou para este momento.
Enfim, a saudade aperta, mas o que posso fazer? Gostaria de te apresentar meu pai, mas não posso mais, não por enquanto, mas no Céu com certeza sim. Essa é a maior de todas as esperanças.



Vivendo

Notas bem articuladas soam alcançando o espaço da alma
A melodia conhecida espalha-se por todo lugar
A paz trazida pela música transforma e acalma
Os compassos tranquilos provocam o cantarolar

A sintonia do coração com a melodia
Refletem a alma recheada de terna harmonia
Da paz que vem do céu repleto de estrelas brilhantes
Que neste momento parecem seres dançantes

Neste momento de euforia
Onde se extravasa a alegria
Recordo de tempos vividos
e dos belos dias transcorridos

alegres
faceiros
corriqueiros
pioneiros

E nessa imensidão permanece imersa
A dor da saudade daqueles dias
Em que o calor do abraço
Simplesmente satisfazia

Assim termino esta poesia
Saudosista mas com alegria
Pois sem esperança tudo seria nostalgia
E minh'alma só amargaria

Volto a pensar na alegria....









terça-feira, 9 de julho de 2019

Campanário da Vida



Imagem relacionada

a hora é agora 
diz o sino da sinagoga
qual será o motivo?
indaga o andarilho

ninguém ao menos sabe a hora
daquele momento onde outrora
havia movimento de rua
até o entardecer com o brilho da lua

que hora é agora?
talvez seja a do andar 
sempre em frente
porque atrás vem gente
falo isso por falar

mas onde estará a hora que perdi?
ou tempo que não vi
ou aquele momento tão feliz
que deixou senão cicatriz?

como já dizia Salomão
em sábia conclusão, 
tudo é vaidade
inclusive nessa idade

ademais, por que falar no tempo
se ele me engana todo momento
e passo horas a refletir
no futuro que há de vir?

o chá quente me aquece do frio
que neste inverno veio tardio
até nisso o tempo me agrada
trazendo sobre o campo a geada

nesse inverno feliz
que o tempo com ele condiz
fico a descansar na paz
que só o amor de Deus me traz



segunda-feira, 10 de junho de 2019

Quantas vezes


Quantas vezes ainda apreciarei o pôr do sol contigo?
Quantas lágrimas ainda derramarei de angústia?
Quantas vezes suplicarei a Deus em teu favor?
Lindos dias, belíssimos entardeceres.
E mais uma vez suplico a Deus por sua vida.
Que Deus segure tuas mãos hoje e que por Sua força você vença.
Os desafios são grandes, mas Deus é maior.
Te amo mãe.



sábado, 6 de abril de 2019

Ir Aonde Deus Mandar






Caminhos que percorri
E toda música que já fiz
Me levam a resultados sem igual
Quando Deus está no comando total

Não teria escolhido diferente o presente
Se no passado soubesse do consequente
Deus não me deu hoje a bela canção
Se não houvesse crescido desde o chão

Toda a compreensão que tenho do mundo
Não surgiu em apenas um segundo
Toda luta e busca por discernimento
Fazia parte do plano de crescimento

Assim, o "ir aonde Deus mandar" como lei
Estava pronto em meu coração
Grata para sempre aos Desbravadores serei
Pois fez parte dessa consagração

Deus me quis aqui
Propósitos há para mim aqui e ali
Sinto a felicidade no ar
Cumprindo aquilo que não se pode rejeitar