domingo, 23 de agosto de 2015

Clássico - Nat King Cole


 Grande voz e esta música, um grande clássico, apaixonante nesta voz tão linda!
Meu pai gostava muito das músicas dele, e eu entendo bem o porquê.

When I Fall In Love

When I fall in love
It will be forever
Or I'll never fall in love
In a restless world like this is
Love is ended before it's begun
And too many moon light kisses
Seem to cool in the warmth of the sun

When I give my heart
It will be completely
Or I'll never give my heart
And the moment
I can feel that
You feel that way too
Is when I fall in love with you

And the moment
I can feel that
You feel that way too
Is when I fall in love with you




quarta-feira, 19 de agosto de 2015

sonho...

Eu estava na cozinha ajudando em alguma coisa, junto com minha mãe e por ali também meus irmãos. Meu pai disse que iria pintar a lavanderia - era ainda aquele velho puxado de madeira que tínhamos nos fundos da casa - e pegando seus apetrechos, se foi.
Logo depois, fui lá falar com ele, e o encontrei em cima da escada pintando a parede externa na parte mais alta.
Entrei. O movimento de uma família italiana com uma prole de 5 continuava lá dentro.
Meus irmãos entravam e saíam pela porta da cozinha, brincando e jogando bola na calçada.
Algum tempo depois entra meu pai, vindo dos fundos, todo molhado, por causa da pancada de chuva que havia caído repentinamente. O cabelo estava escorrido e parecia com o cabelo de índio. Sentou-se à mesa da copa, procurando alguma coisa por ali. Minha mãe "mandou" ele se enxugar, mas ele fez de conta que não ouviu.
Preocupada com ele, sentei na frente dele e segurei uma de suas mãos. Eu queria falar com ele, mas alguém parou ao meu lado e vacilei - o que eu precisava dizer era muito sério. Por fim pensei: "azar, eu preciso falar".
Ainda segurando a mão dele, eu disse:
"pai, você não pode ficar molhado assim, não pode ficar doente, senão você pode morrer e eu só te encontro aqui, nos meus sonhos e você não pode sair daqui."


Acordei...
Lembro disso e choro...não quero perder ele dos meus sonhos...

Talvez pela pressão que tenho sofrido -minha própria, de fato - tenho, nestes últimos dias me sentido frágil e precisando de um abraço.

Gostaria mesmo de ter meu pai por perto, de sentir a segurança dele, mesmo que ele dissesse: "mas que burrrrrrra, pra que se preocupar assim??"

Estou com muitas saudades...

terça-feira, 18 de agosto de 2015

espelho da vida


Encontrou uma conhecida de longa data. Sorriu. Cumprimentou. Em seus pensamentos, fez rápida análise de como a amiga havia envelhecido nos últimos anos.
Comenta com a filha, que está ao lado, de que, como pode, a amiga ser bem mais nova e estar assim, ao que a filha responde:
- É mãe, mas você está bem pior!
Surpresa, indaga:
- Eu, pior?
- Ah, mãe, veja bem, ela não estuda como você.
- Que? eu olhei pra ela e achei que ela está arrebentada e eu estou pior do que ela?
- Mãe, veja bem, você estuda e ela não, portanto ela deveria estar melhor do que você.
-Não acredito nisso. Preciso me olhar mais no espelho.
- Olha, você sabe que eu sou sincera, se não quisesse ouvir, não deveria ter perguntado.

Pensamentos permeiam a mente daquela mãe durante todo o dia.
Caminhando ao final da tarde para casa, de volta do trabalho, vem observando as pessoas que passam ligeiro nas calçadas. Cruza com conhecidos, conversa com uma velha amiga.
Seus pensamentos estão envoltos pelo manto do "vale a pena" e indaga-se sobre o que faz da sua vida, das horas e horas voltadas para os livros e para os estudos. Pergunta-se milhares de vezes se tanto investimento vale a pena. Rapidamente faz uma análise e chega a conclusão de que quando alcançar certa estabilidade já terá chegado a hora de morrer.
Triste, vai para o ensaio do coral. Ama a música e quem sabe esta a anime.
Janta rapidamente, pois ainda há 3 horas de aulas pra assistir.
Senta na frente do computador.
O cansaço físico e mental associam-se à tristeza e não encontra forças para continuar.
Olha para o relógio. São só 20h:30min.
Busca em sua mente algum incentivo pra conectar às aulas e prosseguir.
Nada.
Exausta pelas lutas incessantes dos últimos meses, acumulada pela ânsia de vencer dos últimos anos, rende-se.
Apaga as luzes. Aconchega-se na cama macia. Acolhe-se nos braços simples das cobertas e dorme.
O dia amanhece.
Lavando o rosto, olha para o espelho. Cabelos ainda despenteados, repara em si mesma:
- ah!...só estou meio pálida!
Sorri para a vida pois mais um dia se inicia e nova jornada vem pela frente.
E vai seguindo por seu caminho, ora traçado, com fim específico que será alcançado.




terça-feira, 11 de agosto de 2015

no limite...



eu só queria descansar
embalar-me na rede dos sonhos
e meu corpo repousar

queria sentir que tudo já passou
que restou a brisa, o perfume da flor
e no coração somente quem amou

queria meus olhos fechar
e sem temor imaginar
o mar, o por do sol
a magia do arrebol

queria ser leve como a pluma
levada pelo vento como bola de espuma
brilhando em sorrisos de contentamento
vivendo intensamente o nobre momento

queria estar lá na frente para pra trás olhar
e saber que o esforço e a dor valem a pena suportar
que o futuro promete alegria sem par
e que sem dúvidas a vitória irei alcançar

no meu limite vivendo estou
"never give up" a mulher me falou
sou forte, mas nem tanto assim
contudo, estou plantando o meu jardim.

abraços encorajadores me vem sempre
levanto minha cabeça e sigo em frente
sei de onde vim e para onde eu vou
o melhor de mim ainda, é saber quem eu sou.