terça-feira, 24 de junho de 2014

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O diário de poesias
Está repleto de nostalgias
Contando histórias de um romance
E da sua linha delicada em nuance

Cada frase construindo o arcabouço
Daquilo que se tornaria o calabouço
De almas apaixonadas
E pelo cruel destino separadas

Fazer uma auto leitura
É lançar-se na aventura
De imaginar o inimaginável
E colher o incomparável

O amor está na tua essência
Que transforma a existência
Em um extraordinário memorial
De magnitude colossal




segunda-feira, 23 de junho de 2014






Quando promessas são feitas
E sem razão desfeitas
O ser aflige
E se restringe

Como confiar
Em quem lança promessas ao ar
E no caminho que ora estavam a trilhar
Vê-se sozinha sem saber por onde andar?

O que fazer?
O que pensar?
A revolta surge com vigor
Porém o viver ensina a se recompor

Neste mundo vive só
E trilha um caminho sem dó
Resta agora seguir
Para o destino cumprir.





Pelo que serei lembrada quando eu morrer?






Assim como o vento quente que surge ao leste
E desaparece ao oeste
Assim são vidas que passam...
Deixam seu rastro de prazer ou de angústia
De alegria ou de tristeza
Talvez de tempestade.
Comparando minha vida ao vento,
Qual impressão terei deixado por onde passei?
As poucas pessoas que se lembrarem de mim,
Dirão o que a meu respeito?
Será que isso realmente é importante?
Imagino que seja, desde que o ponto não seja agradar aos outros
Mas que conscientemente e em função de si mesmo isso seja relevante.
Tenho mudado de rumo...
Já fiz isso várias vezes em minha vida: cá, acolá, um pouco além do acolá ainda, voltei para o acolá e agora, outra vez, estou cá.
O ciclo se fechou, porém em outra esfera, de forma diferente, com pessoas diferentes e com meu eu mudado, e ainda não sei se pra melhor ou pra pior.
Algumas vezes acho que pra melhor, outras pra pior, mas ainda, em nenhum momento pensei que deveria ter decidido diferente do que decidi.
Lições vividas, lições aprendidas: sem o aprendizado, nada valeria a pena ter vivido e então sim, tudo eu teria mudado.
Estranhos caminhos... estranhos rumos...desconhecidos, sonhados, almejados, amados, arrasados...
Há sempre um inicio e um fim e todo inicio é igual – ventre, nascimento e todo o fim é igual -  morte.
Ninguém, ninguém em todos os tempos teve um inicio ou um fim diferente que não fosse este. ( segundo a Bíblia – Enoque e Elias não morreram).
Excluindo as exceções, e comparando a vida  com o vento que passa e deixa seu recado, qual é o meu? 
Será que minha trilha é comum ou será que é diferente?
Qual a impressão de vida e que marcas deixo no coração das pessoas, daquelas com quem me encontrei apenas uma vez ou naquelas com quem convivi e com quem reparti o que imagino ser amor?
Qual o meu legado?
Sigo como o vento, em ciclos,
em rumos nunca marcados,
como no verão, como no inverno...
vivendo... morrendo...





domingo, 15 de junho de 2014

Transeuntes da Vida





Quando a vida escorre entre os dedos
E o último suspiro se esvai sem medo
O que pensar da vida inteira vivida
 E se valeu a pena em toda a sua lida

Fatos passados, amados, acariciados
Sonhos sonhados
Intensamente  almejados
Talvez alguns alcançados

Fatos passados, palavras não ditas
Temores infinitos, contritos, aflitos
Tudo é passado
E junto será sepultado

Neste caminho de ida
Um dia chega a hora da partida
Isto não obsta a despedida
E a dor destila a lágrima vertida

É o ciclo da vida, ou será da morte
Onde cada um segue com sua sorte
E que ao final indubitavelmente
A saudade se tornará parente