segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

TEMPO




Não tenho vontade de escrever
E o sono vem minha mente entorpecer
Quero logo o amanhecer
Para a vida poder viver.

Sonho acordada e não vejo o tempo
O relógio acelera contra o vento
E cada tic do tac é um tormento
Que me aprisiona nesse aposento.

Cada minuto que passa aumenta a escuridão
E desgostoso está meu coração
Tenho medo de perder a visão
E ficar para sempre nessa aflição

A porta fechou-se atrás de mim
E pressinto algo ruim
Será que essa tristeza terá fim?
Minhas indagações tem cor carmesim

Dizem que há esperança
No olhar de cada criança
E nela busco a confiança
De que permanece a aliança.

No presente busco o passado
Para encontrar o meu amado
Pelas ruelas anda enlaçado
Pela vida será tragado.

Ainda quero ver a alvorada
E o brilho do sol na madrugada
Anunciando o fim da cilada
Que dilacera a alma machucada.

Que meus passos possam ser de paz
A absorver todo o calor que a vida traz
E nesse caminho voraz
Ser feliz ao te encontrar ainda vivaz.

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