Quando a noite cai
E a tempestade se forma
Não há mais norma
Que diga: apaziguai!
A patética vida continua
A contemplar raios furiosos
Que como seres velozes
Levam a notícia nua e crua
Relâmpagos iluminam o céu
Mostrando o seu fulgor
E proclamam com vigor
O que há por trás do véu
A chuva forte despenca
E como quem busca alento
Corre o ser atento
Fugindo da encrenca
Não há onde se abrigar
O coração dispara
E a respiração para:
Em teus braços quero estar
Olhos fechados
Sonhos encobertos
Tem eles méritos?
Parecem seres alados
A noite é longa
Ainda sozinha
A alma se avizinha
A tempestade se prolonga
Quando ela irá passar?
Quando encontrará a paz?
Quando o amor será eficaz?
Quando ele irá chegar?
Há fim para o dilúvio
Que promete o arco Iris
E no meio da Iris
Há o reflexo do Vesúvio
Não há o que temer
Não há dilema a propor
Quando ao Criador
Entrega o seu ser

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