sábado, 8 de novembro de 2014

Decepção

Sábado, dia de hoje, exatamente às 16h18min.

Tenho pensado muito e buscado em meu parco dicionário mental as palavras "politicamente corretas" para o meu desabafo. Não tive muito sucesso, pois discordo da tentativa de pacificidade entre as pessoas com a falsidade e a hipocrisia que estão acobertados por essa nova "instituição"  e é esta que me faz suspirar neste momento. Não é um suspiro de alívio ou de prazer, mas de dor, de uma tentativa de compreensão que não alcancei.

 O "politicamente correto" não passa da corrosão do cerne e de princípios da verdade, onde as pessoas não conseguem mais se relacionar com sinceridade, com opiniões, com discernimento e com o desenvolvimento e a compreensão do ser que pensa diferente de si e mesmo assim conseguir viver bem com a verdade e a liberdade que deveria ser assegurada a todos.

Cresce-se no desconhecimento e na falta da razão/emoção, sem lógica, e completamente corrompida pelos próprios interesses e todos submersos no eu.

A situação se agrava quando há necessidade dos serviços do outro. Até que ponto é válido deixar de lado as crenças, que parecem fortemente arraigadas para poder saciar a necessidade que se tem? 
Neste ponto concluo que quando há interesses maiores, os dogmas podem ficar de lado, pelo menos pelo tempo em que se precisa "usar" o outro, mas não esquecendo de deixar claro que é só enquanto a necessidade se fizer presente, pois assim que ela for suprida os dogmas e crenças poderão voltar a prevalecer.

É como se se pudesse abrir um parênteses na fé e na justiça. Isso me soa como corrupção: não aquela a que estamos acostumados a ver no nosso Estado, mas àquela mais simples, mais comum nos meios sociais ditos "politicamente corretos" em que os parênteses da hipocrisia podem se abertos e fechados conforme a necessidade do momento, sem qualquer dano à consciência, que permanecerá ali, intacta, fiel e incorruptível enquanto o outro é descartado, como se lixo fosse e o simples voltar ao pedestal de justo o torna melhor que seu semelhante que está sendo julgado.

O papel de pequenos deuses diante de um tribunal onde pessoas podem ser julgadas, usadas e descartadas a qualquer momento não os transformam em juízes e muito menos em sábios.

Gostaria de ter a perspicácia do momento. Gostaria de que os argumentos prontos que tenho em minha mente pudessem nos momentos certos dispararem em palavras, mas isso não acontece. Pois: Ouço... Racionalizo... Impacto... Decepciono...E isso já basta pra achar que não vale a pena sequer argumentar.




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