sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Ruminando palavras

Gostaria de escrever sobre política, mas não me sinto preparada para tal. Me falta conhecimento para assunto tão complexo e que envolve tantas facetas, sejam econômicas, sociais, liberais, contratuais ou culturais.
Somos um país com raízes em outros países, com  uma formação histórica que apenas há um século e pouco atrás não possuía população brasileira suficiente e sob um grande "engodo" legislativo, transformaram todos os habitantes do continental país em cidadãos brasileiros.
Nossos bisavós tornaram-se brasileiros sem ao menos saber que o eram. 
Entendo claramente agora porque meu pai era "gringo" e minha mãe alemã, e é porque eles realmente o eram em suas famílias.
Dessa formação de cidadãos por força de lei estamos aqui, em um país que ainda não descobriu o potencial natural e intelectual que tem. Que contenta-se com o pouco, com o quase nada e não falo somente da questão econômica, mas da questão intelectual também.
Falo que talvez ainda as raízes estejam onde pensamos que estão, mas em que a terra já não é mais nossa. Pertencemos a outro lugar.
Falta-nos amor à pátria.
Sinto-me triste quando leio que alguns brasileiros, nascidos nesta terra, dizem sentir vergonha da pátria a que pertencem.
Morei por 2 anos em terras estrangeiras e sempre me orgulhei de ser brasileira, apesar de quem nem sempre nossa imagem lá fora fosse a melhor. Morri de vergonha quando o rapaz do Post Office, ao saber que éramos brasileiros, exibiu com orgulho um livro cheio de fotos de mulheres seminuas que havia comprado no Brasil quando veio participar de um carnaval no Rio. 
Me enchi de orgulho quando um casal de médicos, também americanos, nos contaram de seus sonhos em serem missionários no Brasil e de como eles gostavam do povo brasileiro.
Independente da maioria pensar que aqui no Brasil só houvessem mulatas nuas rebolando pelas ruas ou índios canibais atrás de moitas espreitando suas presas, sempre me orgulhei de ser brasileira e de estar em outro país tendo a oportunidade de dizer-lhes que Brasil também é cultura, que aqui se lê livros ( eu pelo menos lia) e que há pianos nas igrejas e nas escolas (hj infelizmente não mais), e que temos grandes cidades e que somos formados por pessoas de muitos e muitos países, mas que cada coração desta terra pulsa como brasileiro.
Esta visão parece um tanto ingênua e pura diante de tantos escândalos políticos no nosso país. Ainda assim acredito e amo a terra em que nasci e não precisamos imitar ninguém, nem ao menos copiar esta ou aquela política.
Entendo que, neste momento de erupção brasileira, de tantas inseguranças,  há sim a necessidade de uma conversão ao cristianismo, à busca de Deus, à valorização de grandes filósofos e pensadores, de questionadores, de leitores da Bíblia e de muitos bons livros que são publicados, não só no Brasil, como em outros países também e dizermos um basta a nós mesmos, às nossas convicções baseadas em folhas jogadas ao vento, quase que sem fundamento.
Isso implica em maturidade. Implica em mudanças internas. Implica em seguir as palavras do grande mestre Jesus:"Ama a teu próximo como a ti mesmo".

O vento nos leva, 
não há cerne em nós
Pergunto àquela leva
se pararemos no pó

Somos quase filantropos
querendo subir ao topo
Nos orgulhamos de tal
como se isso fosse inaugural

Sem a busca do Caminho
Não há como achar o ninho
Só haverá em nós o transcendental
quando encontrarmos o Eternal



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