
A brisa que sopra do mar
Vem de leve meus cabelos afagar
Fecho os olhos e sinto suas carícias
Tomando o meu corpo com suas delícias
Levanto os braços pra te tocar
Com ânsia quero aos teus me juntar
E no calor do teu corpo sentir
Que a vida ainda me pode sorrir
Abro os olhos e encontro a vida real
Tudo o que vejo não é mais igual
Desconheço os caminhos que se me oferecem
Dentro de mim só quero os que me enobrecem
Alucinada percorro caminhos maternos
Buscando encontrar neles um sentido eterno
Sem temor agarro ao que me faz viver
Tentando enquanto viva não morrer
A incerteza me aprisiona
E o véu torna-se uma lona
Impedindo que eu veja o brilho do sol
Exclamando que jamais tocarei o arrebol
Lágrimas voltam a escorrer
Sensíveis pedem pela alegria do viver
Suplicando por alento ao coração
Elevando triste esta oração
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