terça-feira, 28 de julho de 2015

Se eu pudesse...



Se eu pudesse te contaria da brisa que sopra mansa
Da névoa branca que envolve as montanhas em sua dança
Contaria do frio que chega devagar
e do ar gelado que faz tremer meu respirar

Descreveria as minhas lutas e as minhas vitórias
E os dias de júbilo em que vivo na glória
Das horas gastas em busca de sonhos
Do cair, do levantar, e do atrelar neles meus ganhos

Se eu pudesse, em teus braços descansaria
Sentiria que o triunfo certamente eu alcançaria
Pensaria que basta um caminho florido
completo, repleto, próprio do ombro amigo.

Conjecturaria sobre o trajeto, inesquecível depois que passa
Sendo íngreme, longo, com descansos em grama escassa
Não me deixariam esquecer que há sol em cada amanhecer
E que mesmo vindo a chuva, nela meu corpo iria rejuvenescer

A noite vem e a saudade agora entra em meu coração, sem bater
Recosto a cabeça em meu travesseiro e crio cenas até adormecer
Em sonhos vivo o impossível, mas verossímil amor
Ludibriada por beijos de ternura, moldada por doce resplendor

Eis que sonhos virão fortes como a vida o é
E por certo eles se realização, pois vivo neles com fé
A alegria permanece no bater do coração
E nela subsisto vencendo a escuridão

Porém, se eu pudesse...
Iniciaria contando da brisa, do frio, da fé...
Ah!! Se eu pudesse...

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