Sentimentos que marcam a vida, que nos fazem sonhar e declinar, que nos fazem buscar novos caminhos e a busca que se finda com o próprio caminho, quando se encontra a parada, o final, a falta do amanhã. Experiências de vida, de família, de risadas e de lágrimas. Momentos que fazem parte desta construção de REGISTROS que são minha própria visão da existência.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
espelho da vida
Encontrou uma conhecida de longa data. Sorriu. Cumprimentou. Em seus pensamentos, fez rápida análise de como a amiga havia envelhecido nos últimos anos.
Comenta com a filha, que está ao lado, de que, como pode, a amiga ser bem mais nova e estar assim, ao que a filha responde:
- É mãe, mas você está bem pior!
Surpresa, indaga:
- Eu, pior?
- Ah, mãe, veja bem, ela não estuda como você.
- Que? eu olhei pra ela e achei que ela está arrebentada e eu estou pior do que ela?
- Mãe, veja bem, você estuda e ela não, portanto ela deveria estar melhor do que você.
-Não acredito nisso. Preciso me olhar mais no espelho.
- Olha, você sabe que eu sou sincera, se não quisesse ouvir, não deveria ter perguntado.
Pensamentos permeiam a mente daquela mãe durante todo o dia.
Caminhando ao final da tarde para casa, de volta do trabalho, vem observando as pessoas que passam ligeiro nas calçadas. Cruza com conhecidos, conversa com uma velha amiga.
Seus pensamentos estão envoltos pelo manto do "vale a pena" e indaga-se sobre o que faz da sua vida, das horas e horas voltadas para os livros e para os estudos. Pergunta-se milhares de vezes se tanto investimento vale a pena. Rapidamente faz uma análise e chega a conclusão de que quando alcançar certa estabilidade já terá chegado a hora de morrer.
Triste, vai para o ensaio do coral. Ama a música e quem sabe esta a anime.
Janta rapidamente, pois ainda há 3 horas de aulas pra assistir.
Senta na frente do computador.
O cansaço físico e mental associam-se à tristeza e não encontra forças para continuar.
Olha para o relógio. São só 20h:30min.
Busca em sua mente algum incentivo pra conectar às aulas e prosseguir.
Nada.
Exausta pelas lutas incessantes dos últimos meses, acumulada pela ânsia de vencer dos últimos anos, rende-se.
Apaga as luzes. Aconchega-se na cama macia. Acolhe-se nos braços simples das cobertas e dorme.
O dia amanhece.
Lavando o rosto, olha para o espelho. Cabelos ainda despenteados, repara em si mesma:
- ah!...só estou meio pálida!
Sorri para a vida pois mais um dia se inicia e nova jornada vem pela frente.
E vai seguindo por seu caminho, ora traçado, com fim específico que será alcançado.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário