quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

FF=férias felizes

Tenho tido dias preguiçosos e me propus a descansar nesta primeira quinzena de férias com propósito de mudar de foco, fazer coisas que há tempos eu não conseguia e com isso me preparar para os novos desafios de 2016.
Esta preguiça toda é uma delícia: consigo ler 2 livros ao mesmo tempo: um que chega a ser óbvio que é da área jurídica e outro sobre saúde. Me propus também a lavar as calçadas de casa com a vap e pra isso dediquei 4 dias das minhas férias (muita calçada em volta de casa e quintal muito grande com calçadas também) o que me deu um tempo gostoso pra refletir enquanto com o barulho do aparelho não podia conversar com ninguém.
Enquanto cuidava um pouco do lote, as lembranças do meu pai bombardeavam minha mente. Gostava de estar com ele lá limpando, plantando e ouvindo atenta enquanto ele me ensinava o que fazer e falava do jeito como ele gostava das coisas lá no lote. Senti muita saudade dele. Como gostaria que aquele tempo voltasse novamente e como seria bom ter ele por perto de novo.
Enfim, saudades fazem parte do coração daqueles que amam e isso pode ser considerado um privilégio pra mim, já que tive um pai tão meu amigo.

Mas os dias continuam, e assim chegou o dia do meu aniversário e logo cedo recebi os abraços de meus filhos e familiares. O coral da universidade no final da tarde daquele dia se reuniu para mais uma vez cantar no hospital. Lembrei de que nasci naquele hospital. Fiquei tentando buscar na memória o número do quarto em que nasci, mas ela não me ajudou. Os corredores da parte antiga do hospital ainda são os mesmos e a porta chaveada que levava pro jardim de inverno ainda estava lá e o jardim contornado por tijolos a vista ainda são os mesmos. Quantas vezes meu pai contou a história de como havia me buscado no hospital logo depois que nasci e de como ele pegou aquele pacotinho envolto em rosa e levou pra casa, todo feliz. Boas lembranças...
Mas a vida real continua e fomos pra nossa despedida do ano pra uma pizzaria e lá o pessoal me preparou uma doce e gelada surpresa: pizza de sorvete!!! oooo delícia. Com direito a velinhas(só 4) e com vozes afinadas cantando os parabéns pra mim.
Na chegada em casa, fui tocar flauta em dueto com piano com meu irmão de uma música que gosto muito - já coloquei ela no post anterior. Então minha linda sobrinha me chama com carinha de preocupada dizendo: "tia, vem cá ver o que a Julie aprontou". Deixei a flauta e quando entrei na cozinha, a mesa estava posta pra mais uma festa de aniversário.
Posso dizer que tenho uma família fantástica!
Que aniversário delicioso que passei.

Hoje é véspera de Natal. Ainda esperamos mais um membro da família pra festa natalina. Ainda sinto que falta meu pai pra toda esta bagunça familiar. Mas isso não impede de termos uma árvore bonita montada na sala, rodeada de presentes, com crianças felizes pela casa, e cheiro de comida boa vindo da cozinha.
Natal é família. É a capacidade de sorrir mesmo diante das dificuldades. É o coração aberto para abraços e superação das tristezas. Natal é o amor que une a cada um de nós e este amor se prolonga pela eternidade.
Natal é a memória do filho de Deus se fazendo um de nós e é pelo amor que Ele tem dispensado a nós  que posso dizer que sou feliz e muito grata por me dar a oportunidade de vencer, não com poucas dificuldades, mas com a perseverança daqueles que querem chegar lá.









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