quarta-feira, 9 de outubro de 2013

PEQUENOS CONTOS II

"Dos tempos dos contos de fadas, conta-se que uma mulher apaixonou-se por um homem e ele por ela, mas por força do destino e por ela ser declarada culpada por este amor, ela foi colocada em uma prisão. Ele vinha, de tempos em tempos visitá-la e declarava o seu amor eterno por ela o que fazia com q a fria prisão ficasse iluminada e aquecida por aquele amor. Muito tempo se passou e então numa manhã ensolarada, ele a tirou da prisão para um passeio nos jardins e pela primeira vez a tocou. Era como se o mundo estivesse encantado e como se não houvesse mais ninguém no mundo além dos dois. Ele a tomou pelas mãos e lhe mostrou como seria o mundo dela se ela fosse livre, apesar dele ser o único responsável por sua prisão e o único que poderia libertá-la. Depois do "longo" passeio, que não passou de minutos, mas que se eternizou para aquela vida, ele a beijou nos lábios e novamente declarou seu amor por ela. Contudo a encerrou novamente na prisão.
Naquele calabouço frio e úmido, sem luz alguma, pela dor e sofrimentos profundos, ela adoeceu.
Não havia mais forças nela e a vida foi-se esvaindo calmamente e como num suspiro, ela adormeceu e a morte a encontrou.
Uma brisa suave passou por aquela prisão que agora já não ouvia mais o sussurro do choro, nem o gotejar das lágrimas."

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