"Dos tempos dos contos de fadas, conta-se que uma mulher apaixonou-se
por um homem e ele por ela, mas por força do destino e por ela ser
declarada culpada por este amor, ela foi colocada em uma prisão. Ele
vinha, de tempos em tempos visitá-la e declarava o seu amor eterno por
ela o que fazia com q a fria prisão ficasse iluminada e aquecida por
aquele amor. Muito tempo se passou e então numa manhã ensolarada, ele a
tirou da prisão para um passeio nos jardins e pela primeira vez a tocou.
Era como se o mundo estivesse encantado e como se não houvesse mais
ninguém no mundo além dos dois. Ele a tomou pelas mãos e lhe mostrou
como seria o mundo dela se ela fosse livre, apesar dele ser o único
responsável por sua prisão e o único que poderia libertá-la. Depois do
"longo" passeio, que não passou de minutos, mas que se eternizou para
aquela vida, ele a beijou nos lábios e novamente declarou seu amor por
ela. Contudo a encerrou novamente na prisão.
Naquele calabouço frio e úmido, sem luz alguma, pela dor e sofrimentos profundos, ela adoeceu.
Não havia mais forças nela e a vida foi-se esvaindo calmamente e como num suspiro, ela adormeceu e a morte a encontrou.
Uma brisa suave passou por aquela prisão que agora já não ouvia mais o sussurro do choro, nem o gotejar das lágrimas."
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