sexta-feira, 1 de novembro de 2013

VALORES



Notas levadas ao vento, sem importância se tornam quando o que se busca elas não podem comprar. Jogadas pela mesa, sem uso, sem destino certo, sem ao menos sofrerem da forte influencia capitalista.
São imprescindíveis para muitos momentos, raras quando não podemos pagar.
Tê-las pressupõe poder, status e uma riqueza  que poucos detém  mas ao mesmo tempo inúteis  frente a preciosos bens que somos incapazes de valorar:
a vida, o amor, os amigos, o abraço apertado, a lágrima que escorre, o sorriso sincero, o olhar apaixonado.
A tarde faceira, ensolarada, a risada que toca o coração, a música que dança no olhar.
A chuva derradeira, o frio intenso, o abraço que agasalha, o amor que aquece.
O gorjeio dos pássaros, o ninho que acolhe, a mãe que afaga.
A flor que desabrocha, o perfume que inspira,  a fruta saborosa e a cor que encanta.
A noite escura, estrelada, o luar que faz sonhar.
A amizade que com o tempo não morre e o abraço da vida ligeira.
O amor que enobrece,  o sorriso que entorpece, o beijo que estremece.
A verdade da vida, a realidade da morte, a intensidade da fé.
Vejo simples notas  levadas ao vento e que os bens mais importantes não podem comprar.

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