Do lado de fora
As paredes se revestem de cor
Muitas vezes amarelas, brancas ou azuis
Mas sempre caracterizam o seu interior.
No vai e vem e na corrida da vida
Percebem quem passa.
Sua localização pode
refletir o calor do sol
Ou trazer sombra ao que busca frescor.
Paredes são testemunhas silenciosas
Dos amores que perto passam
Dos beijos roubados e dos amores traçados
Amores eternos e que o tempo não apaga.
Em dia de sol, ao
olhar furtivo da margarida que passa
Leva o código secreto, do amor profundo
Que estremece o coração.
Centenárias ou não
Aos poucos, pedaços pelo chão
Aos poucos, pedaços pelo chão
E a mão procura em vão
Pela marca da sua nobreza.
O tempo a desfaz e rouba sua beleza
Que independente de sua natureza
Mantém eternamente o selo
do amor
No coração daqueles
Que por ela foram abrigados.
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