Referia-me às
palhaçadas da vida, da infância percorrida com o carinho da vida.
A inocência vivida e a beleza da libélula que vai de
encontro ao vento e na procura do néctar encontra a saída.
Busca pelo inesperado contando com o esperado. Ilusão de
ótica ou distorção da própria vida.
Reflexão cabisbaixa e sofrimento que traz lições.
Cada momento que passa, escolhe-se entre a dor e a alegria.
Qual delas devo escolher agora se no peito sangra a dor?
Máscaras usadas, mentiras calculadas, simpatia de vida.
À margem da vida observo a história, que escolhas fazia, que
mentiras dizia, que a alma trazia naquela existência a certeza vazia.
Escolhas já feitas, decisões desfeitas.
Implica a nostalgia desta pequena poesia, que de quem provém
nada de poeta tem.
A espera pelo que não se tem, sentada no banco da praça da
vida. Que envelhece, que entristece, que ao outono obedece e que espalha
as folhas dos sonhos pelo chão.
O banco apodrece e a vida se esvai, no inverno da vida que
em cinza se faz.
Cansada da espera, do nunca e da apatia.
Feliz aquele que caminha e em seu rosto somente alegria e
que na primavera sua dor alivia.
Palavras faceiras nas tardes trigueiras do verão que se
aproxima.
A noite cai e a duna quente se esfria.
Novamente o outono se aproxima e a vida se reinicia, no mesmo
ciclo de dor e de alegria, que na magia do tempo, envelhece, entristece, sorri
e se vai.

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