acordo de madrugada
e recito versos para a passarada
levanto-me para escrever
mas a poesia sumiu de meu ser
lembro-me da felicidade e da alegria
e de como as rimas corriam soltas em magias
de como era fácil falar, poetizar
enquanto em teu ser estava eu a pensar
o dia corre faceiro, meu interior feliz
vivo de leituras feito aprendiz
enquanto no silêncio dos meus aposentos
minha imaginação voa recheada de sentimentos
na busca por um sentido descubro a existência
enquanto a lamparina não se apaga
enfrento esta corrida desvairada
onde o fim é o próprio começo, por excelência
sinto-me confusa e paro pra pensar
qual será o fim desta história que se iniciou no mar
tenho medo de meu coração magoar
e novamente ter somente cacos para ajuntar
aquilo que é eterno perdura
e no amor sempre se encontra a cura
resta saber se devo as velas içar
ou se permaneço na marina apenas a observar...

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