lágrima do rosto que cai
amor que na vida sempre trai
desgosto no gosto amargo de fel
que em promessas era puro como o mel
semblante descaído pela tristeza do olhar
e na rua quem passa não percebe a morte a trilhar
ninguém se importa e invisível é meu ser
dele não restará memória quando meus dias vencer
de que vale a vida sem o amor?
e qual o destino do coração em dor?
o fim sempre o mesmo será
e na tumba fria enfim descansará
lembranças tristes me vem
do dia em que perdi alguém
melhor seria ter morrido
a ter de enfrentar destino sofrido
vejo agora a lua monumental
esnobando seu brilho primordial
ri-se de mim com franqueza
desacobertando minha inocente pureza
como pude confiar em alguém
que das nuvens me punha além
e esperando por sua prova de amor
restaram somente palavras e um grande dissabor
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