sábado, 12 de julho de 2014

Presente



Quem se importa se a lágrima escorre
Achando que do dia foge
E que no esquecimento
Ele morre?

Qual a diferença lembrar
Se de fato não pode estar
E em sofrimento silente
Derrama a alma paciente?

A quem reclamar?
Em quem conforto encontrar?
Onde a paz buscar
E seu sofrimento esvaziar?

Passar o dia a chorar
E a esta hora decidir falar
Dizendo que não há como esquecer
Mas que no silencio está apenas a se esconder

No céu o presente aparece
E com resplendor incandesce
Se entender, obedece
E receba o que se lhe oferece




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