te vi sentado na pedra
olhando pela janela
buscando o passado
sobrestado
do futuro imaginado
das loucuras da vida
alegria invadida
sofrida
infringida
banida
sonhavas tu com o por do sol
mas nem perto chegou do arrebol
nascente crescente
velando intensamente
o momento incandescente
tocara o infinito
tomado pelo grito
da dor
do clamor
sem sabor
no momento presente se revela
e volta a olhar da janela
amada
acariciada
flor desejada
ansioso diz que espera
ao tempo que prepondera
pluma a voar
lábios a encontrar
dedos a entrelaçar
assim dizia o cantor
na madrugada a compor
versos só de dor
mentor
do mais puro amor

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