Sentei-me no banco da praça
Era inverno e não havia muita graça
Meus olhos às copas das árvores se elevaram
Mas foi no pequeno jardim que eles pararam
Havia ali uma pequena flor
Bela e com suave odor
Ao contemplá-la percebi nela um certo dulçor
E meu coração foi tomado por imenso amor
Veio a primavera
Iniciou-se o verão
O outono em suave atmosfera.
Ciclos de estações a me enternecer
Ainda estou no banco sem entender
Pacientemente esperando para ver
Novamente a flor que irá nascer
Ano após outro se passou
E a idade avançada chegou
A bela flor que outrora murchou
Ainda seu brilho não voltou
Esperarei por ela até meus dias findar
Pois por ela vale a pena aguardar
Não houve jamais aqui nesta terra
Fulgor semelhante ao dela.
Em dia perfumado o sol raiou
E a flor vigorosamente desabrochou
No banco, não há ninguém ali
Pois na sepultura ela está a dormir
E da bela flor, não pode o perfume novamente sentir

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