eu não aceito a morte
e não venham me dizer que ela faz parte do ciclo natural da vida
se assim fosse, a aceitaríamos sem o menor problema,
assim como aceitamos tantas atrocidades em nosso meio,
mas jamais a morte
Ela sinistramente interrompe o que de melhor podemos usufruir: a vida.
Não há como não sentir tristeza quando vemos descer à tumba pessoas que admiramos,
que amamos, que simpatizamos e outras tantas que nem conhecemos, mas que nos comovem pela interrupção da trajetória, marcada ou não, influente ou não...basta a vida que já não há.
Odeio a morte!
Odeio perder quem amo.
Odeio o sentimento de vazio que não consigo preencher com livros, com filmes, com amigos ou outros familiares.
Odeio a dor que ela causa em mim.
Odeio a maldita separação, a perda, a covardia, já que contra ela é impossível lutar e sair vencedor.
Mais dia, menos dia, ela chegará, sorrindo, como quem diz: é sua vez e não adianta espernear...
Como gostaria de acordar deste pesadelo e viver.
Tantas vezes quanto pude eu disse "te amo".
Inexplicável o poder que não tenho de escolher.
Que por mais que eu quisesse me tornou inerte,
E me brindou com lágrimas de cristal
com um gosto amargo de fel.
Confusas palavras?
Confusa é a vida
que me tira a guarida
e me deixa despida
da esperança querida.
* a birra do título é por conta da desgraça engraçada da vida que me faz sofrida sem querer que eu seja assim.
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