domingo, 11 de janeiro de 2015

Desalentos



Pássaro ferido
Vai como andarilho
Buscando compreensão
Sem poder sair do chão

Desistiu de voar
E neste lugar não quer mais estar
Desprendeu-se da ilusão
De alcançar a imensidão

Protegido em sua gaiola quer estar
Sem querer seu rosto levantar
Exibindo risos de alegria
Escondendo profunda melancolia

Quanto de seu amor deu
Àquele que não o acolheu
Entregando-lhe todo o seu coração
Jamais imaginando a conclusão

Quando uma flecha foi cravada em seu peito
Debruçou-se ferido sobre seu leito
Imaginando se com a mortal chaga
Haveria cumprido sua saga.

Triste fim para uma história vazia
Outrora fulgurante em sonhos de magia
Agora em pedaços ao ar
Como plumas ao vento a se espalhar.

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