segunda-feira, 23 de junho de 2014

Pelo que serei lembrada quando eu morrer?






Assim como o vento quente que surge ao leste
E desaparece ao oeste
Assim são vidas que passam...
Deixam seu rastro de prazer ou de angústia
De alegria ou de tristeza
Talvez de tempestade.
Comparando minha vida ao vento,
Qual impressão terei deixado por onde passei?
As poucas pessoas que se lembrarem de mim,
Dirão o que a meu respeito?
Será que isso realmente é importante?
Imagino que seja, desde que o ponto não seja agradar aos outros
Mas que conscientemente e em função de si mesmo isso seja relevante.
Tenho mudado de rumo...
Já fiz isso várias vezes em minha vida: cá, acolá, um pouco além do acolá ainda, voltei para o acolá e agora, outra vez, estou cá.
O ciclo se fechou, porém em outra esfera, de forma diferente, com pessoas diferentes e com meu eu mudado, e ainda não sei se pra melhor ou pra pior.
Algumas vezes acho que pra melhor, outras pra pior, mas ainda, em nenhum momento pensei que deveria ter decidido diferente do que decidi.
Lições vividas, lições aprendidas: sem o aprendizado, nada valeria a pena ter vivido e então sim, tudo eu teria mudado.
Estranhos caminhos... estranhos rumos...desconhecidos, sonhados, almejados, amados, arrasados...
Há sempre um inicio e um fim e todo inicio é igual – ventre, nascimento e todo o fim é igual -  morte.
Ninguém, ninguém em todos os tempos teve um inicio ou um fim diferente que não fosse este. ( segundo a Bíblia – Enoque e Elias não morreram).
Excluindo as exceções, e comparando a vida  com o vento que passa e deixa seu recado, qual é o meu? 
Será que minha trilha é comum ou será que é diferente?
Qual a impressão de vida e que marcas deixo no coração das pessoas, daquelas com quem me encontrei apenas uma vez ou naquelas com quem convivi e com quem reparti o que imagino ser amor?
Qual o meu legado?
Sigo como o vento, em ciclos,
em rumos nunca marcados,
como no verão, como no inverno...
vivendo... morrendo...





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