Chuva que embala
Coração que cala
Nuvem que passa
Dor que transpassa
Quer a dor ou o sofrer
Dela a alma absorver
Infinita majestade ambulante
A tocar o talvez extasiante.
Palavras soltas ao ar
Querendo a vida salvar
Mas nem mesmo podem restaurar
A pintura do quadro a estragar
Outro lado da vida
É cada dia a sua lida
Indiferente ao passado
E o amanhã será mudado
Do trilhado caminho
Já não conhece mais carinho
E na noite busca o dia
Fugindo da nostalgia
A chuva ainda sorria
E calmamente dizia
Que era na melancolia
Que a lágrima nascia
Percebo afinal
Que como esta chuva não há igual
Ela nasce na parte frontal
De um rosto puramente angelical

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