quarta-feira, 16 de abril de 2014

A JANELA

por Johann Mignoni



Eu sou feita de vidro
Vidro, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva que uma janela

Eu abro devagarzinho
Para olhar o menino
Eu abro bem com cuidado
Para observar o namorado

Abro bem com fome
Para ver a cozinheira
Eu abro de mansinho
Para ouvir o passarinho

Só não abro pro frio
Que vem incomodar
Congelando tudo
E para me resfriar




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