Penso na vulnerabilidade da vida
dos planos concebidos da mente aguerrida
que feliz imagina a realização sob medida
mas que acorda inserido na mais terrível pandemia
Pessoas reagem diferentemente ante a morte eminente
E assustadas ficam em casa descontentes
Enfeitiçados pela mídia insistente
Apregoando "fique em casa" de forma inconsequente
Muitos, seus pais abandonaram
E na triste solidão os idosos ficaram
Com um grito de saudades amargurado
Alguns desceram à sepultura traumatizados
Este amor pregado por não sei quem
Dizendo que amor é ficar longe de alguém.
Que novo tipo de amor é esse que se tem
Onde se troca o abraço pela ideologia de vaivém?
Assim a máscara o grito sufoca
do faminto desempregado que a Deus invoca:
- preciso trabalhar, preciso comer
mas não há humano para lhe responder
Assim se aproxima o Natal
e a festa com brilho fulgural
foi levada pelo vendaval
da política do domínio pelo mal
Famílias separadas pelo temor
Não terão a alegria e esplendor
de ver o brilho no olhar
na festa que não irão comemorar
Amanhã já não estará mais lá o seu amor
e a vida terá perdido completamente seu resplendor
E de tristeza você suas lágrimas derramará
Quem lhe cuidará? Quem lhe amparará?
Sinto muito pelos que pensam diferente
Com certeza não sou imprudente
Mas minhas escolhas já as fiz
Prefiro abraçar, beijar e ser feliz
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